30 de abril de 2013

São João da Cruz

Retirado do Livro "Obras Completas" - São João da Cruz



PRÓLOGO
   
   Ó Meu Deus e meu enlevo, também foi por amor a Vós que a minha alma se quis aplicar nestes vossos ditos de luz e amor. Embora tenha o seu dizer, falta-me a sua obra e virtude, que é, meu Senhor, o que neles Vos agrada mais do que palavras e sabedoria. Talvez outras pessoas, animadas por eles, possam aproveitar no vosso serviço e amor, em que eu falto, e a minha alma se console por ter sido ocasião para encontrardes noutros o que falta nela.
  Vós, Senhor, amais a discrição, a luz e o amor mais do que outras operações da alma. Por isso, estes ditos servirão de discrição para o caminhar, de luz para o caminho e de amor no caminhar.
  Arrede-se, pois a retórica do mundo! Ponhamos de lado o palavreado e a eloquência oca da sabedoria humana, débil e engenhosa, que nunca Vos agrada. Ao contrário, dirijamos ao coração palavras banhadas de doçura e amor, que muito Vos agradam. Talvez, assim, retiremos pequenas ofensas e dificuldades em que muitas almas tropeçam por ignorância; e, não sabendo, continuarão a errar, pensando que acertam no seguimento do vosso dulcíssimo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, por se verem semelhantes a Ele na vida, circunstâncias e virtudes, ou na forma de desnudez e pureza de espírito. Sede Vós, porém, Pai das misericórdias, a dá-la, porque sem Vós, Senhor, nada se fará.

28 de abril de 2013

Coleção Popular de Formação Espiritual XXVIII

Obra póstuma do Padre Michel da Companhia de Jesus
Livro de 1952 - 68 págs


   As tentações perturbam as almas piedosas: arrastam ao precipício as almas dissipadas. Para prevenir o mal que delas pode resultar, é a propósito fazer-vos saber as razões que tendes de não as temer demasiado, os princípios sobre os quais podeis decidir-vos em muitas ocasiões, a maneira de vos comportardes no tempo em que elas vos atacam, e de vos premunirdes contra os efeitos delas; e mostrar-vos as vantagens que delas podeis tirar.
   As tentações são idéias, sentimentos, inclinações, pendores que nos induzem a violar a Lei de Deus, para nos satisfazermos. Essas tentações não devem nem perturbar nem desanimar uma alma cristã.
   O demônio declara guerra principalmente às almas que detestam o império dele que combatem as suas próprias paixões, que são discípulas de Jesus Cristo tanto pela pureza dos seus costumes como pelo cunho inefável da sua regeneração; ou àquelas que pensam seriamente em sacudir o jugo sob o qual o demônio as mantém. [...]

~ * ~ * ~

ÍNDICE
Capítulo I
As tentações não são uma prova de abandono da parte de Deus. Se uma prova da sua cólera, é de uma cólera dirigida pela sua misericórdia
Capítulo II
As tentações não são sinal do mau estado de uma alma em relação a Deus e à sua salvação
Capítulo III
É preciso recorrer a Deus nas tentações. Ele nos sustenta no meio do combate; e nós não reparamos nisso por falta de atenção
Capítulo IV
Meio para reconhecer que não se consentiu na tentação
Capítulo V
Sobre as tentações curtas e passageiras
Capítulo VI
Sobre as tentações duradouras e importunas; e sobre as que produzem impressão nos sentidos
Capítulo VII
Sobre as tentações que nos perturbam no exercício das virtudes. Não se deve deixar a boa obra a pretexto dos efeitos ou dos maus motivos que podem entremear-se nelas. Cumpre renunciar a uns e perseverar na outra
Capítulo VIII
Não se deve discutir com a tentação.
Meios de se desviar dela
Capítulo IX
Sobre as tentações frequentes. É nos intervalos da paz que
nos devemos preparar para a guerra
Capítulo X
As vantagens das tentações
Capítulo XI
Continuação do capítulo precedente. Uma alma sujeita às tentações, e que quer operar a sua salvação apega-se mais fortemente a Deus, e vive em maior vigilância
Capítulo XII
Felizes efeitos das tentações nas almas negligentes
Capítulo XIII
O tempo empregado em combater a tentação
não é tempo perdido

25 de abril de 2013

Belos livrinhos infantis com imagens piedosas (em Inglês)

Para a catequese das crianças

Clique nas imagens e veja os livrinhos online.
Os leitores também poderão fazer o download dos livrinhos, para isto basta clicar na seta que aparecerá abaixo à direita da tela

Please Add a Title




 Símbolo dos Apóstolos




Our Father
















Pai Nosso
Obs.: Tradução incorreta no livreto







Hail Mary






Ave Maria














__________

23 de abril de 2013

Vida dos Santos: Exemplos que precisamos imitar

Frei Luiz, O.F.M.
Livro de 1912 - 503 págs


Aprovacão
É dever do homem encaminhar-se à perfeição e avançar sempre por este caminho até aproximar-se, o mais que lhe for possível, do Divino Exemplar; foi isto o que nos deixou recomendado Jesus Cristo, no seu Evangelho: estote ergo perfecti sicut et Pater vester caelestis perfectus est.
Mas, qual será o meio mais simples e acomodado a nossa humana fragilidade de atingir a essa perfeição? Outro não se nos depara que a imitação. Se a palavra convence, o exemplo arrasta.
Com razão, pois, se colocam nos altares de nossas Igrejas as imagens dos Santos, que percorreram esse caminho; aí recebem eles as homenagens de nossa veneração e principalmente nos servem de modelo de perfeição e de estimulo à nossa vontade na imitação das virtudes, que cultivaram.
Se eles, sujeitos como nós à fragilidade da carne e aos estímulos das paixões,  puderam sujeitar a carne à mortificação cristã e encaminhar as paixões para o bem, nós também, seguindo seus passos, poderemos atingir ao caminho da perfeição e aproximar-nos do Divino Exemplar, que é o bem mais estimável nesta vida e na outra.
Abençoados sejam, pois, os que se propõem a propagar no povo a vida dos Santos, como exemplares vivos, que lhe facilitam a prática das virtudes cristãs, por meio da imitação das virtudes que os Santos praticaram.
É por isso que, com sumo prazer, abençoamos, aprovamos e recomendamos aos fiéis o mimoso livro intitulado: A vida e o culto de Santo Antônio — por um Sacerdote da Ordem Franciscana.
Rio de Janeiro, 23 de Abril de 1907.
   †  J. Card. Arcebispo.
 

Primeira  Parte
 A Vida de Santo Antônio
Segunda Parte
O Culto de Santo Antônio
Terceira Parte
As Instituições Antonianas


OBS.: Agradeço de forma especial à Marina pelo empréstimo deste precioso livro para que ele pudesse ser aqui divulgado. Que Santo Antônio interceda por todos os fiéis que dele se aproximam com humildade e perseverança!

17 de abril de 2013

A vida dos grandes santos contada aos pequeninos


Santa Teresa do Menino Jesus
Tradução - Pe. Fausto Santa Catarina
Livro de 1998 - 71 págs

Em cada página uma lição para todos os tempos:
a santidade ao alcance de todos.




Oração que Santa Teresinha compôs no dia da sua profissão
(ela trazia sempre sobre o coração)


“Ó Jesus, meu Divino Esposo! Que nunca eu perca a segunda veste do meu batismo. Arrebata-me antes que eu cometa a mais leve falta voluntária. Que não procure e não encontre nunca senão a ti somente; que as criaturas não sejam nada para mim e eu não seja nada para elas, mas tu, Jesus, sejas tudo!… Que as coisas da terra nunca possam perturbar a minha alma, nada perturbe a minha paz; Jesus, eu não te peço senão a paz, e também o amor, o amor infinito, sem outro limite além de ti, o amor que já não seja mais eu mesma e sim tu, meu Jesus!”


OBS.: Agradeço a gentileza de uma leitora pelo envio deste arquivo. Que Santa Teresinha seja cada vez mais conhecida e invocada pelos pequeninos!

9 de abril de 2013

Mártir Jesuíta Mexicano: Beato Miguel Pro, S.J.

Pe. Afonso de Santa Cruz, S.J.
Livro de 1987 - 155 págs


          O Padre Miguel Pro, foi um dos Cristeros que resistiu à perseguição anti-cristã no México. Era jesuíta e morreu mártir no México. Morreu como muitos outros mártires mexicanos, gritando: "Viva Cristo Rei".



Leva consigo o crucufixo e o terço.
Reza pelos algozes.

















O pelotão dispara.
Ouve-se ainda as últimas palavras do Padre Pro:
Viva Cristo Rei!


Padre Pro cai, mas não morre.
Um soldado aproxima-se e dá o último tiro.
Morro, mas Deus não morre!

     Conforme a ultrajante legislação da época, não era lícito a um padre o uso da batina em público.


Disfarces do Padre Pro








































~ * ~ * ~
Oração feita pelo Beato Padre Miguel Pro      

Deixe-me viver ao Seu lado, minha Mãe,
para fazer companhia a sua solidão
e a sua profunda dor!

Deixe-me sentir em minha alma
a pranto doloroso de teus olhos
e o abandono de seu coração!

Eu não quero no caminho da minha vida
desfrutar da alegria de Belém, adorando o Menino Jesus,
em seus braços virginais.

Eu não quero desfrutar em sua humilde casa de Nazaré
a presença querida de Jesus Cristo.

Nem quero unir-me ao coro dos anjos
na sua gloriosa Assunção!

Eu quero na minha vida
o desprezo e a zombaria do Calvário;
Eu quero a morte lenta de seu Filho,
o desprezo, a ignomínia, a infâmia da Cruz.

Quero, ó Virgem Dolorosa, estar perto de Ti, em pé,
para fortalecer o meu espírito com suas lágrimas,
consumar o meu sacrifício com o seu martírio,
apoiar o meu coração com a sua solidão,
amar o meu e o vosso Deus com o sacrifício de todo o meu ser.





2 de abril de 2013

Uma das mais notáveis Obras de São Boaventura

e
por São Boaventura
da ordem dos Frades Menores
Cardeal e Doutor da Santa Igreja
traduzido do latim por um sacerdote da mesma ordem
Livro de 1921 - 109 págs



Prefácio do Tradutor

Entre todas as Obras místicas de São Boaventura é A Direção da Alma a que mais notavelmente e com nitidez no-lo mostra abalizado mestre da vida espiritual. É muito pouco extenso este tratado. Seu autor, porém, concretizou nele os princípios básicos sobre os quais deseja levante a alma o edifício da vida espiritual. O leitor, sequioso de seu próprio aperfeiçoamento, encontrará neste opúsculo matéria abundante para proveitosas meditações e um guia seguro na direção de sua alma. Entretanto, com uma leitura rápida e superficial não se chegará sequer a avaliar a importância real do conteúdo da obra. Mas quem pausadamente a saboreia e estuda, certifica-se que o Doutor Seráfico expõe com mão de mestre, embora sucintamente, como a alma deve haver-se para com Deus e para com o próximo, o que quer dizer nas suas relações mais importantes e graves.
A alma então terá em si uma base solida sobre a qual poderá edificar, se nutre de Deus uma ideia altíssima, piíssima e santíssima e se abraça a lei de Deus com humildade, devoção e pureza. As faltas a alma as refaz pelo arrependimento, pelo santo temor e santo desejo. Na convivência com o próximo devem resplandecer a modéstia, a justiça e a piedade em suas diversas formas. É este o resumo da lição eficientíssima do presente opúsculo.
Segundo o prólogo do códice, conservado no Vaticano, São Boaventura escreveu este tratado para a princesa Branca, filha de São Luiz, rei da França, casada com Fernando, filho de Afonso X da Espanha. Depois da morte do marido, Branca voltou para Paris, onde morreu.

A DIREÇÃO DA ALMA

I
Antes de tudo, minha alma, é necessário que do bom Deus faças uma ideia altíssima, piíssima e santíssima. A isto chegarás por meio de fé inabalável, meditação atenta e lúcida intuição repassada de admiração.
1. - Altíssima será a ideia que fazes de Deus se fiel, piedosa e claramente crês, admiras e louvas seu poder imenso, que do nada criou tudo e tudo sustenta; sua sabedoria infinita que tudo dispõe e governa; sua justiça ilimitada que tudo julga e recompensa; e se, saindo de ti e voltando de novo e elevando-te acima de ti, com todas as veras cantas com o profeta: "Regozijaram-se as filhas de Judá pelos teus juízos, Senhor, porque tu és Senhor altíssimo sobre toda a terra, tu és sobremaneira exaltado sobre todos os deuses" (Ps. 96, 8 e 9).
2. - A ideia que fazes de Deus será piíssima se admiras, abraças e bendizes a sua imensa misericórdia que se mostrou sumamente benigna em tomar a nossa natureza humana e mortalidade, sumamente terna em suportar a cruz e a morte, sumamente liberal em mandar o Espírito Santo e instituir os Sacramentos, principalmente comunicando-se a si mesmo liberalissimamente no Sacramento do altar, para que de coração possas cantar as palavras do salmo: "Suave é o Senhor para com todos e as suas misericórdias são sobre todas as suas obras" (Ps. 144, 9).
3. - A ideia que fazes de Deus será santíssima se consideras, admiras e louvas a sua inefável santidade e o proclamas, com os bem-aventurados Serafins: Santo, santo, santo!
Santo quer dizer, em primeiro lugar, que possui Ele a santidade em grau tão elevado e com tanta pureza que Lhe é impossível querer ou aprovar coisa alguma que não seja santa.
Santo, em segundo lugar, por Ele amar a santidade nos outros, de forma que Lhe é impossível subtrair os dons da graça ou negar o prêmio da glória aos que na verdade conservam a santidade.
Santo, em terceiro lugar, por Ele aborrecer tanto o contrário da santidade que Lhe é impossível não reprovar os pecados ou deixá-los impunes.
Se desta forma pensas de Deus, cantarás com Moisés, o legislador da Antiga lei: "Deus é fiel e sem nenhuma iniquidade, justo e reto" (V Moisés, 32, 4).

II
 Depois, dirige o teu olhar sobre a lei de Deus que te manda oferecer ao Altíssimo um coração humilde, ao Piíssimo um coração devoto, ao Santíssimo um coração ilibado.
1. - Um coração humilde, digo, deves oferecer ao Altíssimo pela reverência no Espírito, pela obediência nas obras, pela honra nas palavras e nos atos, observando a apostólica regra e doutrina: "Faze tudo para a glória de Deus" (I Cor., 10, 31).
2. - Um coração devoto deves oferecer ao Piíssimo, invocando em orações fervorosas, saboreando doçuras espirituais, dando muitas graças para que tua alma sempre mais a Deus "ascenda pelo deserto como uma varinha de fumo composto de aromas de mirra e de incenso" (Cântico dos Cânticos, 3, 6).
3. - Um coração ilibado deves oferecer ao Esposo santíssimo de maneira que não reine em ti, - nem nos sentidos, nem na vontade, nem no afeto, - algum prazer em deleites desordenados, desejo de coisas terrenas, nenhum movimento de maldade interna, e assim, livre de toda a mácula de pecado, possas cantar com o salmista: "Seja imaculado o meu coração nas tuas justificações para que não seja confundido" (Ps. 118, 80).
Reflete, pois, diligentemente e vê se tudo isto observaste desde a juventude. Se a consciência t'o afirmar, não o atribuas a ti mesmo, mas à mercê de Deus e rende-lhe graças. Se, porém, achares que uma ou mais vezes, num ponto ou em alguns, ou talvez em todos eles, faltaste grave ou levemente, por fraqueza, por ignorância ou com pleno conhecimento, procura reconciliar-te com Deus com "gemidos inexplicáveis" (Rom. 8, 26) e, para Lhe mostrar a emenda, reveste-te do Espírito de penitência, para que possas cantar com o salmista penitente: "Porque preparado estou para os açoites, e a minha dor está sempre diante de mim" (Ps. 37, 18).

III
 A dor da alma, porém, deve ter dois companheiros para que a purifiquem e aplaquem a Deus, a saber: o temor do juízo divino e o ardor de interno desejo, afim de que recuperes pelo temor um coração humilde, pelo desejo um coração devoto e pela contrição um coração ilibado.
1. - Teme, pois, os juízos divinos que são "um abismo profundo" (Ps. 35, 7). Teme, repito, teme muito para que, embora de algum modo penitente, não desagrades ainda a Deus; teme mais, para que depois não recomeces a ofender a Deus; teme muitíssimo, para que no fim não te afastes de Deus, carecendo sempre de luz, ardendo sempre no fogo, jamais livre do verme. Somente uma vida de verdadeira penitência e uma morte na graça da perseverança pode preservar-te desta infelicidade. Canta, pois, com o profeta: "Trespassa com o teu temor a minha carne, porque temos os teus juízos" (Ps. 118, 120).
2. - Arrepende-te e tem cuidado por causa dos pecados cometidos. Arrepende-te, aconselho, arrepende-te muito, porque por eles aniquilaste todo o bem que de Deus recebeste; (trata-se do pecado mortal que destrói todos os dons sobrenaturais); arrepende-te mais porque ofendeste a Cristo que por ti nasceu e foi crucificado; arrepende-te muitíssimo porque desprezaste a Deus, cuja majestade desonraste transgredindo as suas leis, cuja verdade negaste, cuja bondade afrontaste. Pelo pecado desonraste, desfiguraste e transtornaste toda a criação; porque pela rebeldia contra os divinos estatutos, mandamentos e juízos, abusaste de todas as coisas que, segundo a vontade de Deus, te deveriam servir: das criaturas, dos merecimentos alcançados, das misericórdias de Deus, os dons gratuitamente outorgados, e o prêmio prometido.
Depois de atentamente considerar tudo isto, toma luto como por teu filho único, chora amargamente (Jer. 6, 26); faze correr uma como que corrente de lágrimas de dia e de noite; não te dês descanso algum nem se cale a menina dos teus olhos (Lament. 2, 18).
3. - Deseja, contudo, os dons divinos, elevando-te pela chama do divino amor, até Deus, o qual tão pacientemente te suportou nos teus pecados, tão longanimemente esperou, tão misericordiosamente te reconduziu à penitência, concedendo-te o perdão, infundindo-te a graça, prometendo-te a coroa, enquanto de tua parte Lhe ofertaste - ou antes d'Ele recebeste para Lhe ofertar, - o sacrifício de um Espírito atribulado, de um coração contrito e humilhado (Ps. 50, 19) por meio de sentida compunção, confissão sincera e satisfação condigna.
Deseja, digo, muito a benevolência divina por uma larga comunicação do Espírito Santo, deseja mais a semelhança com Deus por uma imitação exata de Cristo crucificado, deseja muitíssimo, a posse de Deus por uma visão clara do Eterno Padre, para que na verdade cantes com o Profeta: "A minha alma arde em sede por Deus forte e vivo; quando irei e aparecerei diante da face de Deus?" (Ps. 41, 3).

IV
Ora, para conservar em ti este espírito de temor, de dor e de desejo, exerce-te externamente numa perfeita modéstia, justiça e piedade, afim de que, segundo escreve o Apóstolo, "renunciando à impiedade e às paixões mundanas, vivas sóbria, justa e piedosamente neste século" (Tito, 2, 12).
1. - Exerce-te numa perfeita modéstia para que, segundo a doutrina do Apóstolo, "a tua modéstia seja conhecida por todos os homens" (Phil. 4, 5). Exerce-te primeiro na modéstia da parcimônia no comer e vestir, no dormir e vigiar, no recreio e no trabalho, não excedendo a medida em coisa alguma.
Depois exerce-te na modéstia da disciplina, com moderação no silêncio e no falar, na tristeza e na alegria, na clemência e no rigor, conforme as circunstâncias o exigem e a sã razão o prescreve.
Finalmente, exerce-te na modéstia da civilidade, regulando, ordenando e, compondo as ações, os movimentos, os gestos, as vestes, os membros e os sentidos, conforme o requer a educação moral e o costume na ordem, para que merecidamente pertenças ao número daqueles aos quais o Apóstolo diz: "Faça-se tudo entre vós com decência e ordem" (I Cor. 14, 40).
2. - Exerce-te também na justiça para que te sejam aplicáveis as palavras do Profeta: "Reina por meio da verdade, da mansidão e da justiça" (Ps. 44, 5).
Na justiça, afirmo, integra por zelo pela honra divina, por observância da lei de Deus e por desejo da salvação do próximo.
Na justiça regulada pela obediência aos superiores, pela sociabilidade aos iguais, pela punição das faltas dos inferiores.
Na justiça perfeita, de forma que aproves toda a verdade, favoreças a bondade, resistas à maldade tanto no Espírito, como nas palavras e obras, não fazendo a ninguém o que não queres que te façam, não negando a ninguém o que dos outros desejas, para que imites com perfeição aqueles a quem foi dito: "Se a vossa justiça não for maior do que a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos céus" (Matth. 5, 20).
3. - Finalmente, exerce-te na piedade, porque, como diz o Apóstolo, "a piedade é útil para tudo, porque tem a promessa da vida presente e futura" (I Tim. 4, 8).
Exerce-te na piedade do culto divino recitando as horas canônicas atenta, devota e reverentemente, acusando e chorando as faltas quotidianas, recebendo a seu tempo o Santíssimo Sacramento e ouvindo todos os dias a santa missa.
Na piedade, por meio da salvação das almas, auxiliando ora por frequentes orações, ora por instrutivas palavras, ora pelo estímulo do exemplo, para que quem ouve diga: Vem! (Apoc. 22, 17). Isto, porém, cumpre fazer com tanta prudência, que a própria alma não sofra prejuízo.
Na piedade, por meio do alívio das necessidades corporais, suportando com paciência, consolando amigavelmente, ajudando com humildade, alegria e misericórdia, para desta forma: cumprires o mandamento divino enunciado pelo Apóstolo: "Carregai os fardos uns dos outros, e desta maneira cumprireis a lei de Cristo" (Gal. 6, 2).
Para praticares tudo isto, o meio melhor, eu o creio, é a lembrança do Crucificado, afim de que o teu Dileto, como um ramalhete de mirra (Cântico dos C. 1, 12), descanse sempre junto ao teu coração.
Isto te queira prestar Aquele que é bendito por todos os séculos dos séculos.
Amém.

Qualquer quantia tem grande valor

http://alexandriacatolica.blogspot.com.br/2015/12/qualquer-quantia-tem-grande-valor.html

O SANTO DE AUSCHWITZ

Assim dizia São Maximiliano Kolbe:

"De muito boa vontade oferecemos leituras gratuitas a todos aqueles que não possam oferecer nada para esta obra, mesmo privando-se um pouco."

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