8 de fevereiro de 2019

Mensagens de Jesus Cristo - Padre Pio de Pietrelcina

Tradução feita por Filhos do Padre Pio
Edição de 2018 - 59 págs


Em maio de 1968. o Padre Pio disse à Primo Capponcelli:

“...Todos aqueles que contribuírem para a publicação e para a difusão do "Caderno do Amor"  receberão minha eterna gratidão assim como minha benção e a de Deus.




O Caderno do Amor é um livro de Mensagens de Jesus Cristo escrito, por vontade expressa do Padre Pio de Pietrelcina, pelo seu filho espiritual Luigi Gaspari.
Considerado por São Pio de Pietrelcina um instrumento de salvação da humanidade perdida, o livro, escrito em 1968 contém uma profunda meditação trazida pelas palavras de Jesus para nós.

O Caderno e sua História
por Luigi Gaspari




“Confissão em 1954. Esta confissão com o Padre Pio, foi mais longa que habitualmente; o Padre disse-me muitas coisas, entre elas avisou-me que não fosse a Roma passar o fim do ano, mas sim a Bolonha e acrescentou: Em 1968 vamos ter muito que fazer...não há tempo a perder... etc.».

Para minha grande alegria, fez-se luz sobre as palavras que me disse durante essa confissão.

De facto, na noite de 8 para 9 de Abril de 1968, dia do meu 42º aniversário, deu-se o início da REVELAÇÃO: o Padre Pio começou a inspirar-me as páginas do “Caderno do Amor”. Nos fins de Abril fiz-lhe chegar às mãos uma cópia manuscrita do 1º “Caderno do Amor”, que Ele definiu como “TESTAMENTO-PROMESSA de GRAÇAS” que se darão, pelo espírito destas palavras, ao espírito do homem que as queira acolher com todo o amor do seu coração». Encorajou-me a publicá-lo o mais depressa possível e a fazê-lo chegar até ao Santo Padre, à hierarquia eclesiástica e ao mundo.

No dia 25 de Maio de 1968 celebrava-se em St. Louis, nos Estados Unidos, uma grande festa em honra do Sagrado Coração de Jesus. O Padre Pio queria enviar para essa data o “Caderno do Amor” e disso tinha encarregado um seu fervoroso filho espiritual, o célebre compositor e maestro Alfonso d'Artega. Por motivos que me são desconhecidos, o maestro não pôde partir e o “Caderno” não chegou à América na data prevista. O Padre ficou muito desgostoso pois afirmava que as palavras do “Caderno” eram uma PROMESSA DE GRAÇAS DO CORAÇÃO DE JESUS oferecida a um mundo sem paz.

Em Roma, em Junho de 1968, os meus caríssimos amigos Ugo e Cecilia Ammassari e Michele Famiglietti, publicaram a PRIMEIRA EDIÇÃO DO “CADERNO DO AMOR” desprovida de prefácio.
Foi-me isto muito útil pois o Padre Pio aconselhara-me que o difundisse o mais rapidamente possível em Roma; a causa de tanta pressa iria conhecê-la muito brevemente. Uma noite, fui convidado pelo Engenheiro P. Gasparri para apresentar em sua casa, a 1° edição do “Caderno do Amor”, a um escolhido grupo de pessoas; foi então que uma senhora, muito a par da vida religiosa da Capital, ao examiná-lo, se maravilhou pelo meu apaixonado amor ao Imaculado Coração, pois acontecia que, exatamente na mesma altura, alguns eclesiásticos tinham proposto que se suprimisse das Igrejas a devoção e as Imagens do Sagrado Coração. Afirmavam que uma tal devoção, cuja origem datava da época Jansenista, já não era necessária.
Pouco tempo depois, também um outro caro amigo e igualmente filho espiritual devoto do Padre Pio, o Primo Caponcelli, de Decima de S. Giovanni in Persiceto, tinha assumido o encargo de mandar publicar a segunda edição do “Caderno”. Pessoalmente, tinha, entretanto, insistido junto do Padre Pio para retirar algumas passagens e editá-lo anonimamente, ao que o Padre respondera: «Não deves tirar nenhuma palavra, e porque é que deverias publicar uma edição anónima? Edita-o em teu nome, insere algumas fotografias e o prefácio».

Na realidade, a Segunda Edição publicou-se em versão integral, com um breve prefácio e tirada em grande número de exemplares, no mês de Agosto de 1968, a cargo da “Casa Editrice Istituto Padano di Arti Grafiche di Rovigo”. Pela ocasião do 50° aniversário dos Sagrados Estigmas, que ocorreu a 20 de Setembro, o Primo Caponcelli organizou uma peregrinação de jovens a S. Giovanni Rotondo para agradecer e festejar o Padre Pio.

Tinha levado muitos exemplares do “Caderno do Amor” para os mostrar e serem benzidos pelo Padre; para além disso, na sua simplicidade de homem de Deus, pleno de fé e sem maldade, decidira e pusera em prática uma distribuição do livro entre fieis já reunidos em S. Giovanni. Mas de repente e sem motivo algum foi-lhe proibido distribui-los e finalmente até dele falar. Caponcelli, perante muitas testemunhas, defendeu com ardor, debalde, o desejo manifesto do Padre Pio.

No que me diz respeito, aconselhado pelo Padre Pio, não fora a S. Giovanni Rotondo mas a ChiancianoTerme, com o meu caro amigo Michele Famiglietti de Roma. Hospedámo-nos no Hotel S. António, aonde se encontravam igualmente nessa altura, entre outros frades e sacerdotes, o Monsenhor Giuseppe Bo e o Monsenhor Leoncelli Barsotti, de Livorno. Na manhã do dia 21, encontrei nas Termas a professora Letizia Mariani, de Bolonha, uma das minhas antigas professoras de letras, que me ajudara a preparar o exame de admissão ao Liceu, quando ainda frequentava a Escola Aldini, em 1943. Fiquei muito contente de a ver e ofereci-lhe um exemplar do “Caderno do Amor”, o que muito a surpreendeu e comoveu.

Pelas 6 da tarde desse mesmo dia, estava com o Michele nas Termas de Santa Helena quando se apresentou perante mim, Luigi, o Padre Pio dizendo: «Tenho que antecipar a minha partida para o Céu, para salvar o que ainda pode ser salvo. Aqui na Terra já ninguém me escuta, nem mesmo muitos dos que se proclamavam fidelíssimos. Não chores! Seguir-te-ei do Céu; não tiveram fé nas palavras que te comuniquei, palavras que te disse para chamares “TESTAMENTO-PROMESSA de GRAÇAS”. O que se poderia ter salvo em Junho graças ao Testamento-Promessa já não se pode hoje (Setembro de 1968) salvar. Os escritos servirão igualmente para o bem de alguns indivíduos». 

No dia seguinte, 22 de Setembro, fiquei no hotel tomado por uma grande tristeza. Pelas 5 da tarde, enquanto me repousava no quarto, tive um sonho profético: Apareceu-me em sonhos o Padre Pio rodeado por um inúmero exército de anjos formosíssimos; Ele resplandecia de Luz e de Amor. Aproximou-se e abraçou-me com afeto dizendo: «Filho, filho, meu filho! Não chores a minha morte que ontem te anunciei, deves ser forte, corajoso e calmo na minha alegria: Porei à tua disposição o meu exército de Anjos, obedecer-te-ão totalmente! Eu, teu Pai, permanecerei a teu lado, e dir-te-ei o que deverás fazer e dizer por teu bem e pelo daqueles que quiserem acolher as tuas e as minhas palavras. LEVAREI PARA O CÉU O TEU PENSAMENTO, E DEIXO-TE O MEU!». Ao pronunciar estas últimas palavras apertou-me com muita força a cabeça entre as suas mãos e aproximou-a da Sua. Nesse contacto pareceu-me que se me esvaziava o cérebro para se encher duma substância nova.

Nessa altura, o Michele Famiglietti bateu repetidamente à porta do meu quarto. Acordei com uma forte dor de cabeça, apertava-a com força, de tal modo parecia que se queria separar do resto do corpo. Disse ao Michele que esperasse pois não me podia mexer e, assim que me foi possível, abri-lhe a porta e respondi deste modo às suas ansiosas perguntas: «O Padre Pio voltou a aparecer-me e fez-me uma promessa maravilhosa...».

Na noite de 22 para 23 quase não dormi; Sentia no meu coração a suavíssima voz do Padre pedindo-me que lhe lesse o “Caderno” e assim o fiz, lio e reli-o até de madrugada. De manhã, ainda esperei ter sido vítima da imaginação, mas por volta das sete horas telefonaram-me de Roma, para me dizerem que o grande Coração do Padre Pio tinha cessado de bater! Os Príncipes da Igreja, os sacerdotes e vários dos frades hospedados no hotel, fizeram o possível para me reconfortarem e tiveram que admitir que, o que eu já desde a antevéspera lhes dissera, era infelizmente verdade.
Na mesma manhã telefonaram-me de novo de Roma, era o maestro Alfonso d'Artega, que havia sido encarregado pelo Padre Pio de levar para a América o “Caderno do Amor” para o dia 25 de Maio. Profundamente comovido pela triste notícia, pediu-me que fosse a Roma sem tardar, pois, o Arcebispo de Pittsbourg, Nicholas T. Elko, queria conhecer-me e falar-me do Padre Pio e dos “Cadernos”. Tinha este falado com o Padre Pio em San Giovanni Rotondo dois dias antes da sua morte. Fui a Roma com o meu amigo Michele e tive uma longa conversa com o Arcebispo T. Elko, na sua residência romana. De Roma, acompanhado pela Baronesa Remy, segui para S. Giovanni Rotondo. Revi pela última vez o amadíssimo Padre no mortal repouso do seu Santo Corpo. Em alguns instantes passei em revista a minha vida inteira, dirigida e protegida pelas asas da Águia Celeste, descida à terra para defender os fracos. O Padre, que fora o meu amigo fiel, a minha força, calara-se para sempre. A minha Águia regressara ao Seu reino.

Pouco antes de subir aos Céus, a Águia Celeste quisera legar o seu testemunho de amor a um seu filho que na terra permanecia. O amado Padre tinha-me dado como testemunho os “Cadernos do Amor”, dádiva de amor ao seu Luigi e a todos os seus filhos que esperam voltar a abraçar de novo no Céu o muito amado Padre. Vinha-me à memória o cântico de Moisés: «Prestai o ouvido, ó Céus, e falarei; escuta ó Terra, o que a minha boca proferirá. Que a minha doutrina caia como chuva, que o meu discurso cintile como o orvalho, como o chuvisco sobre as ervinhas, como a água no prado, porque celebro o nome do Senhor! Glorificai o nosso Deus! Ele é a rocha, e perfeita é a Sua obra. As Suas vias são retas. Um Deus fiel, sem inquietude, cheio de retidão e de justiça». 

Chorava sobre os restos mortais do Padre, quando me pareceu de novo ouvir as suas suaves palavras que tantos anos antes proferira: «Porque choraste? Bem sabes que não me agradam os choros!». Sequei as lágrimas e voltei para Roma imediatamente.
No dia 17 de Outubro de 1968, o “Caderno do Amor” e outros Cadernos que escrevera foram, milagrosamente, ter às mãos de eminentes Teólogos romanos que me receberam e me interrogaram longamente, maravilhados por conhecer tantas coisas secretas. Assim se verificou o que o Padre tinha predito: «Os cadernos deveriam chegar o mais rapidamente possível às mãos de Sua Santidade e da hierarquia eclesiástica; o Papa e muitos outros tudo compreenderão». Sou eu sem dúvida quem menos percebe, no entanto escrevi e escrevo para obedecer ao Padre Pio, por fé e amor a Deus, pelo Papa Paulo VI e pela Santa Igreja.

Com o auxílio do Padre Pio e da Divina Providência, o “Caderno do Amor” foi já traduzido e publicado em alemão, espanhol, francês, holandês e inglês."

Luigi Gaspari

2 comentários:

AndreFillipe disse...

Maravilhoso, obrigado!

Alexandria Católica disse...

Salve Maria!

Não deixe de nos ajudar qdo puder para que mais obras raras possam ser postadas,

Saudações!

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