1 de maio de 2015

01/05 - Festa de São José Operário

Jean Galot
Livro de 1965 - 192 págs


Introdução
As breves informações que o Evangelho nos apresenta sobre S. José não nos permitem reconstituir a sua vida. Mas devemos por isso deixar de falar de S. José? Não suspeitamos que aquele que viveu na companhia de Maria e de Jesus devia ser uma alma excepcional? Seria pena não pensar assim.

26 de abril de 2015

Maria – Mãe e Educadora

Pe. José Kentenich
Livro de 1999 - 246 págs

Os sermões contidos neste livro constituem ampla
"Escola de Formação Mariana"


Trecho do Sétimo Sermão

Como é o coração de Maria?

             "Todas as vezes que considero o amor de Maria para comigo — dizia São João Berchmans — enrubesço de vergonha". Como os raios do sol penetram por toda a parte assim o amor maternal de Maria abrange todas as almas. "Se me disserem — proclama Henrique Seuse — que neste momento não sucede nenhum milagre de amor de Maria para conosco, nomear-te-ei centenas deles no próximo instante. E se confessares que nesta hora Maria não nos ama, enumerarei nas próximas horas as incontáveis provas do seu amor. Conta as flores do prado, os botões e as folhas na primavera; conta os mosquitos e moscas que voam no verão; conta os grãos de areia na praia do mar; conta os flocos de neve e as gotas de chuva, e saberás então quantos são os milagres, as provas de amor e os benefícios da misericórdia de Maria".
            Para ouvidos estranhos, tais expressões e fatos soam como exagerados e fantásticos. Parecem traduzir sentimentos de um coração que não está mais sob o domínio da inteligência e da vontade. Para nós, porém, que conhecemos a posição de Maria no plano da redenção, é tentativa balbuciante de reves­tir de palavras humanas o que o Senhor disse através de seu testamento: Ecce Mater tua! Tudo isto indica apenas as consequências evidentes da feliz realidade de que Maria, no verdadeiro sentido da palavra, é e permanece nossa Mãe, por tempo e eternidade. "Não é o nome — diz São Bernardo — que torna de fato uma mulher mãe de seus filhos, mas sim o amor." E nós acrescentamos que tal amor, como é o nosso caso, fundado não só na atitude, mas na verdadeira transmis­são de vida, não deixa dúvidas de sua nobreza, grandeza e profundidade. Acresce duplamente de valor ao constatar que tal verdade está ancorada na palavra criadora do Deus todo-poderoso e cheio de amor: Ecce Mater tua! - Ecce filius tuus!
            Para tornar mais compreensível o imenso amor que Ma­ria dedica a nós, os teólogos discorrem sobre a passagem bí­blica: "Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pe­reça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3,16). Lessius, pesando palavra por palavra, procura determinar o seu sentido. Ele diz: "Quem pode, na consideração de tais palavras, não sen­tir admiração, emoção e lágrimas? Deus sapientíssimo, pode­roso e amantíssimo, embora bastando-se a si mesmo, esquece-se de si, e o faz de tal forma que a todos se dá em me­dida rica, imensa e abundante. A todos, tudo dá e de nin­guém recebe. Enriquece a todos e de ninguém necessita. Deus amou tanto o mundo — o mundo, a humanidade marcada pela maldição do pecado, sujeita à morte e à dor, tão impura e hostil, ingrata e obstinada, indigna do amor divino, mas considerada de tão alto valor e orçada num preço tão eleva­do! A ela entregou o seu Filho Unigênito — não ouro e prata, nem a terra e seus tesouros, nem um anjo ou querubim, mas o seu Filho Unigênito, Deus de Deus, Luz da luz, Deus verda­deiro de Deus verdadeiro, de igual essência, poder e majesta­de como o Pai e o Espírito Santo; entregou-o à pobreza, à fo­me e ao frio, ao desprezo e perseguição, à flagelação e coroação de espinhos, às pancadas e bofetadas, às dores inauditas e à morte de cruz. Entregou-nos esse Filho como caminho, o qual nós trilhamos, a verdade na qual cremos, a vida que de­vemos esperar para chegarmos à salvação; entregou-o como "Luz para a iluminação dos pagãos" (Lc 2,32); como Pastor, para cuidar do rebanho; como Sumo Sacerdote e Vítima, pa­ra reparação dos pecados; como Rei, para a fundação do rei­no da graça, para a instituição da Igreja; como Salvador, pa­ra a libertação do poder de Satã e do inferno; como Juiz dos vivos e dos mortos, para a recompensa dos bons e castigo dos maus. Deus amou tanto o mundo que lhe entregou o seu Fi­lho Unigênito, para que todo o que nele crê — corde: com o coração, à justiça; ore: com a boca, à bem-aventurança. — 'Quem o confessa diante dos homens' (Mt 10,32), o confessa como verdadeiro Filho de Deus, como o Salvador do mundo, o confessa como Aquele 'diante de quem todos os joelhos se curvam no céu, na terra e debaixo dela' (Fil 2,10); que esse não pereça, não perca sua alma e a bem-aventurança, não vá para o inferno, mas tenha a vida eterna; que pertença àqueles a quem o Juiz convida: 'Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do reino que vos está preparado desde a criação do mundo' (Mt 25, 34)".
            A mesma expressão — assim nos dizem os teólogos — pode também ser aplicada à Mãe de Deus: Maria amou tanto o mundo que lhe entregou o seu Filho Unigênito, para que to­do o que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna.
            Quem se atreve a medir a grandeza do sacrifício livre­mente oferecido, e o abismo do amor que nele pulsa?! Por nós entregou Ela o seu Filho ao cadafalso da cruz — seu Fi­lho que é seu Deus, sua única alegria e delícia, sua felicidade e bem-aventurança, a sua vida... Enquanto outras mães, diante da morte de seus filhos sucumbem, mergulhadas em lágrimas, Ela permanece de pé junto à cruz do seu Unigênito, que morre — segundo a opinião pública — como criminoso, numa morte violenta, num assassínio perverso. Ela está cal­ma e serena, com a espada de sete gumes no coração; resig­nada com a vontade de Deus. E tudo isto consciente da im­portância salvífica do grande acontecimento. É quase como se devesse e quisesse, para o nosso nascimento, suportar as dores de parto, que lhe foram poupadas no nascimento de seu Filho Unigênito; e assim, a todos os que, de modo seme­lhante, no correr dos séculos, são considerados dignos de so­frer dores criadoras para o reino de Deus, merecer a graça de permanecerem firmes ao pé da cruz.
            Para que possamos sentir toda a grandeza dos sofrimen­tos suportados pela Mãe das Dores, São Gregório de Nyssa dá-nos uma chave às mãos. Ambos os corações de Jesus e de Maria — explica o santo — foram como que duas cítaras a soar juntas — quando uma ressoava, a outra ressoava junta­mente com ela, embora ninguém a dedilhasse. Isto significa que tudo o que o Homem das Dores sofreu no corpo e na al­ma repercutiu na Mãe das Dores em compaixão terna e pro­funda, inaudita, que atormenta amargamente corpo e alma. Daqui se deduz o que exprimem as palavras: "Ela estava de pé junto à cruz" (Jo 19,25).
            São Jerônimo aplica, em forma concreta, o princípio enunciado, dizendo que "as chagas, os espinhos, os flagelos que martirizaram o corpo de Cristo tornaram-se igualmente tormentos a penetrar na alma de Maria". São Bernardo indagava à Mãe das Dores cheio de terna compaixão: "Dize-me, onde estavas? Talvez junto à cruz? Muito mais: Tu esta­vas presa (espiritualmente) na cruz". E continua: "Ela morria, porque vivia e vivia porque morria; pois não podia morrer, porque morreu viva. Cristo podia morrer segundo o corpo; Ela, porém, não podia morrer segundo a alma".
            No alto do Gólgota o seu heroísmo era tal que, na opi­nião de Santo Ambrósio e Anselmo, para realizar o plano do Pai Eterno, Ela estava disposta a executar o seu Filho, se não houvesse algoz.
            Santo Afonso não avalia a vertiginosa altura daquele amor, apenas pela sua maternidade universal, embora não possa ser superada em grandeza e profundidade, por nin­guém dentro de seus limites de criatura humana. Ele vai além. Dirige o olhar para cima, a Deus; e para baixo, ao seu amor a Deus. Como não houve e nem existirá criatura alguma – conclui ele – que amou e possa amar a Deus, mais do que Maria, também não há e nem poderá haver jamais alguém que seja capaz de amar os homens, como Ela.
            Pedro Damião dá a este pensamento o último e mais profundo sentido, ao explicar: "Sei, ó Mulher, que és a mais bondosa e nos ama com amor invencível, porque teu Deus nos amou em ti e por ti, com o amor mais intenso possível". Porque amor só se paga com amor, queremos esforçar-nos para retribuir tal amor.
            Após estas considerações, não nos é difícil concordar com o elogio tecido a Maria pelos grandes e pequenos prega­dores marianos de todos os séculos. Quem — assim jubilam eles com o coração agradecido — quem, ó Mulher bendita, foi capaz de calcular a extensão, a grandeza, a sublimidade e a profundidade do teu amor? — Sua extensão: Ela auxilia a todos os que a invocam. Sua grandeza: Ela preenche o uni­verso. Sua sublimidade: Ela atinge as raias da cidade de Deus. Sua profundidade: desce até aquele que dormita na obscuridade e o chama para a luz.
            Como para o Pai Eterno, também para Ela valem as pa­lavras: depois de ter-nos dado seu Filho, a maior e mais valio­sa dádiva, por que, nele, não poderia ter-nos dado, também o que é menos valioso que o Filho de Deus? Não nos conce­deu Maria, ao pé da cruz, semelhante sacrifício de amor? Que deixou de dar-nos do que podia ter-nos dado? Sua bon­dade e misericórdia conhecem somente um limite: o seu porder Pois Ela é a Onipotência Suplicante. Seu amor para co­nosco é "forte como a morte", isto é, para Ela não existe obstáculo intransponível. Nem tempo, nem separação, nem ingratidão ou morte impedem a corrente incomensurável do seu amor.
            Muitas vezes experimentamos como o amor humano, com o tempo, se esfria e busca variações — assemelha-se ao pássaro que salta de uma haste à outra. Em Maria, isto não acontece. Seu amor é profundo, fiel e eterno, semelhante ao amor do próprio Deus. O amor terreno, quando não é autên­tico, fenece facilmente com a distância e a separação. O amor de Maria para conosco não conhece tal fraqueza. Ela está continuamente próxima de nós. Vê-nos e nos ama em Deus e por causa dele, o qual permanece eternamente o mesmo. O amor terreno termina logo, quando pago com ingratidão. O amor de Maria, ao contrário, é altruísta e puro — não se per­turba pela ingratidão. Nem a morte nos separa dela. Maria é e permanece nossa Mãe. Acompanha-nos amorosamente pe­rante o tribunal de Deus, para defender-nos e conduzir-nos, felizes, ao céu, ou para estar ao nosso lado, auxiliando-nos e consolando-nos no purgatório.
            Este é o coração que nos é doado pela Aliança de Amor.


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Agradeço à amiga e leitora do blog pelo empréstimo do livro para que ele pudesse ser digitalizado e divulgado. É nosso desejo que Nossa Senhora a recompense muito e sempre!


19 de abril de 2015

Lírios Eucarísticos - Histórias Edificantes em 2 Volumes

Lírios Eucarísticos
Dom Joaquim G. de Luna, O.S.B.
Livros de 1934 e 1939



Volume 1
Primeira Série
Livro de 1934 - 217 págs
[...] Não é história inventada ou produto da imaginação o que está narrado aqui. São fatos reais dignos de serem imitados[...]


Volume 2
Segunda Série
Livro de 1939 - 211 págs
[...] Lede com atenção estas páginas e lede-as muitas vezes. Nelas encontrareis exemplos de virtudes a imitar[...] Jesus vos ama muito. Ele quer possuir os vossos corações, quer santificar as vossas almas[...]

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ÀS MÃES DE FAMÍLIA
Mães Cristãs!

13 de abril de 2015

Inspirado na Doutrina Teresiana

Pe. Paul de Jaegher, SJ
Livro de 1962 - 196 págs



Orelha do livro
Escolheu Paulo de Jaegher um tema que parecia exaurido por São Francisco de Sales no clássico Tratado sobre o Amor de Deus. Soube, entretanto, descobrir-lhe novos e formosos aspetos. Inspirou-se na doutrina teresiana do amor misericordioso e da pequena trilha, conforme a Mestra de Lisieux a tinha aplicado em sua própria espiritualidade.

10 de abril de 2015

Dom Columba Marmion

Dom Columba Marmion
Libro de 1952 - 295 págs


INDICE DE MATERIAS

I. — CRISTO JESÚS EN SU OBRA REDENTORA
A. — La persona de Cristo.

1 de abril de 2015

A Missa é a fonte de toda a santidade

D. Bernardo de Vasconcelos
Livro de 1936 - 152 págs


A Missa deve ser o centro de toda a vida cristã perfeita,
o centro de toda a nossa vida interior.



25 de março de 2015

25 de Março - Festa da Anunciação

Jean Galot, S.J.
Livro de 1962 - 258 págs


INTRODUÇÃO
Descrever o coração da Virgem é coisa difícil, porque o Evangelho oferece poucas indicações acerca dos sentimentos íntimos da Mãe de Deus. Enquanto uma descrição do coração de Cristo pode apoiar-se em numerosos textos evangélicos, um retrato da pessoa de Maria e uma história de suas disposições de alma só mui superficialmente podem ser esboçados por meio de dados escriturísticos. Como completar os indícios da Escritura? A interpretação proposta pela tradição lança uma luz preciosa sobre o seu verdadeiro alcance e ajuda a compreender a grandeza do papel da Virgem, através de palavras simples e discretas que o evocam. Recorrendo aos próprios textos, considerá-los-emos no valor que lhes atribui a doutrina atual da Igreja.

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