20 de dezembro de 2011

Uma refutação minuciosa das doutrinas da Reforma

Lúcio Navarro
Livro de 1958 - 609 págs


PREFÁCIO
do Exmo. e Revmo Sr.
D. Antônio de Almeida Morais Júnior

  A unidade da Igreja vem da própria essência da verdade. A verdade é essencialmente una. A sua realidade necessariamente impõe a adesão da nossa inteligência e do nosso coração. Os princípios ontológicos da nossa razão impõem a permanência da unidade da verdade, em qualquer terreno em que ela se situe. Por isso mesmo, a verdade foge ao relativismo e à dependência. É ela independente do tempo, do espaço e dos homens. Pois, na realidade, a que se reduziria, se ela devesse submeter-se ao capricho dos homens, às modificações dos momentos históricos ou dos lugares do espaço?
  É por isso que a verdade não é uma criação da inteligência do homem. Os olhos humanos podem divisar astros na amplidão dos espaços, por si sós ou com o auxílio poderoso dos telescópios; não podem, porém, criá-los nos espaços vazios. Também a mente humana traz, em si, a capacidade para apreender a verdade, mas não pode criar a verdade.
  Nem Deus cria a verdade, sendo Ele a Verdade Eterna, Infinita, Absoluta. A densidade metafísica do seu ser é a realidade absoluta e, por isso mesmo, a verdade absoluta. Deus manifesta a verdade. Foi por isso que Jesus Cristo não disse: eu sou o pregador da verdade, mas afirmou: "Eu Sou a Verdade". A própria verdade científica que é aquisição humana (não criação do homem, porém mera descoberta do homem) , exige essa unidade intangível, sem o que seria impossível a existência da ciência. A multiplicidade aparente da verdade científica existe enquanto os homens tateiam o terreno das hipóteses. Quando, porém, eles conseguem romper as camadas movediças das hipóteses e tocar a rocha eterna da verdade, a unidade se impõe com uma soberania absoluta.
  Nem seria possível construir a ciência sem esse postulado essencial da unidade. Donde se depreende como a verdade religiosa, revelada por Deus, deve exigir essa profunda unidade. Já não se trata apenas desta ou daquela opinião de como se deve prestar à Deus um culto, mas da revelação do próprio Deus, ditando, diretamente ou pelos seus enviados, o modo pelo qual quer ser cultuado pelos homens.
  Deste modo, ninguém pode presumir tenha o direito de escolher a doutrina religiosa, a seu capricho, para servir a Deus.
  Só uma religião revestida de todas as garantias sobrenaturais da revelação pode seguramente impor ao homem o verdadeiro caminho a seguir.
  É coisa tão natural ao nosso espírito, à nossa inteligência, que jamais poderíamos imaginar que a verdadeira religião não implicasse a falsidade de todas as outras. Só uma religião pode ser verdadeira e só é verdadeira aquela que conserva, através dos séculos e dos espaços, a mais perfeita unidade doutrinária.
 Sob esse aspecto, a Igreja Católica Romana apresenta a fisionomia da mais intangível unidade. Nós que nos acostumamos a contemplar as instituições simplesmente humanas no desenrolar dos séculos, sabemos que jamais puderam conservar essa nota dominante. Até mesmo esse sinal da precariedade das coisas dos homens deveria servir como índice evidente para distinguirmos o que é humano do que é divino.
 A história aí está para testemunhar a eterna versatilidade das coisas humanas. [...]
 "Legítima Interpretação da Bíblia". Livro nascido - como diz o próprio autor - da observação direta do que é a propaganda protestante no Brasil, apresentando uma refutação minuciosa das doutrinas da Reforma, com argumentação toda baseada em textos bíblicos e em linguagem popular e acessível a todos; servindo assim de amplo esclarecimento para os protestantes, desfazendo as suas confusões e preconceitos, de instrução e adestramento para os bons católicos, que desejam todos sinceramente estar bem armados e prevenidos para rebater as objeções dos hereges, bem como de preventivo para que não se deixem iludir pelo canto de sereia do Protestantismo.
  Resta-nos, agora, pedir a Deus que abençoe esta grande obra e a faça frutificar em benefício das almas iludidas pelo erro do Protestantismo e fortaleça na fé as que vivem à sombra da única e verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Recife, 1º. de fevereiro de 1958.
†Antônio, Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife


OBS.: Este livro contém a lista de todos os Papas (Desde Pedro até Pio XII)

7 comentários:

Moniqke Moraes disse...

Olá, obrigada por disponibilizar mais este livro, é maravilhosa a sua biblioteca e tenho aproveitado muito. Nunca é demais te agradecer.
Abraços,
Monique.

A_Católica disse...

Olá, Monique!

Fico feliz por saber que você continua aproveitando os livros e agradeço sempre por seus comentários :->!

Saudações!

stefan disse...

ELOS ENTRE PROTESTANTISMO, MAÇONARIA-OCULTISMO E SOCIALISMO-COMUNISMO E ANEXOS
O protestantismo - todas as denominações cristãs fora da Igreja Católica - em seus primórdios, teve em seu idealizador o dissenso Lutero vários princípios gnósticos, incluindo-se tendências igualitaristas e deístas subjetivistas, dentre outras, como: aversão a poderes superiores, no caso, ao poder hierárquico ortodoxo-doutrinário exercido pela Igreja àquela época.
Note-se que as religiões orientais holísticas, panteístas e meditacionais, como a Yoga, seicho-no-ie, etc., têem conteúdo aproximado no que tange ao subjetivismo ao se enquadrarem em suas práticas religiosas semelhanças às de auto realização pessoal, por ex., como no independenticionismo protestante às hierarquias.
Lutero evidenciou suas ações por suprimir o poder eclesial e sua rígida doutrina tradicional bíblico-patrística por um sistema mais flexível e individual, em que pessoas e comunidades possuíssem autodeterminação de se instituirem como próprios pastores, os quais ensinariam a seu modo particular; o resultado foi o espoucar de centenas de seitas em que cada uma doutrina a seu modo ou conveniência e se batem uns contra os outros, daí surgiu um Evangelho conversível a situações, interesses e muitos contrastes entre facções que afirmam e se consideram inspirados pelo Espírito Santo(?)... E há seitas que aprovam aborto, outras adultério e há até homossexualismo e quase todas têem culto e procedimentos semelhantes a centros espíritas: expulsão de supostos maus espíritos ou para curas, passes, gritarias, pessoas em aparentes transes... E todas as homilias de pastores são também submetidas ao crivo de cada um para aprovação pessoal ou não, ou seja, cada um possui direito de ensinar ideologia religiosa a seu bel prazer.

Outro fato é o elo com o nazismo: Hitler subiu ao poder graças à votação dos estados protestantes, media favorável de 47%, enquanto nos católicos 21%, ou seja, se fosse a Alemanha católica, ele não teria subido ao poder.
Também desse conjunto ideário relativista existia a antiga e esoterista maçonaria de antes do cristianismo, de Babilônia, do antigo Egito, etc., e sua legislação atual foi formalizada por J Anderson, pastor presbiteriano; por sinal nos EUA e Europa os vínculos são mais próximos com o protestantismo, e que influenciaram a Revolução Francesa em seus princípios - igualdade, liberdade e fraternidade - idem o kardecismo e o comunismo, o qual é por sinal apenas a transposição de idéias de Lutero-maçonaria para a práxis socialista-comunista, supostamente igualitarista, fraternal em meio a contrastes marcantes e o modernismo atual, cuja doutrinação vigente é igual a um homem acima de tudo e todos, pelo menos na sua proposta; de fato, uma tremenda farsa.
Há vídeos na Net e em literatura específica em que pastores se acusam reciprocamente de pertença à maçonaria, e os vínculos das agremiações; praticamente é inexistente oposição maçônica explícita às diversas denominações evangélico-protestantes; porém, para com a Igreja Católica é o adverso.
Não há dúvidas que o orgulho e soberba e estão sutilmente camuflados sob esses comportamentos e que o progresso, a ciência e o modernismo tecnológico, cada vez mais aparentando resolver os problemas humanos estão a serviço de um reino luciferino que poderá eclodir, de um homem auto realizador e deificista, mas tão cego não percebendo sua submissão a nova tutela, e logo de quem...
Não há diferença entre o acima e o pecado inicial do homem no Éden, ou se preferir, aliar-se e tornar-se súdito de Satanás em seu orgulho de querer ser igual a Deus, aceito por nossos pais iniciais e muitos atualmente o vivenciam no protestantismo.

A_Católica disse...

Olá Stefan..

Agradeço esta sua explanação aqui para todos os leitores.

Saudações!

A VERDADE TRIUNFARÁ disse...

Tem este livro em xerox. Uma obra de extraordinário valor. Todo católico deveria ler e ter em sua biblioteca para consulta.
A verdade brilha e se impõe sobre as trevas, no entanto, é necessário a vontade humana para ir ao encontra dela.

Victor disse...

Ta off, o link. E obrigado!

Alexandria Católica disse...

Salve Maria, Victor!

Link retificado,

Saudações!

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