21 de abril de 2012

Valioso Tratado sobre o Estado de Virgindade - Reformatado


Santo Agostinho
Livro de 1999 - 201 págs



Resumo do Conteúdo

O De sancta virginitate é considerado um valioso tratado sobre o estado de virgindade. Disserta S. Agostinho, na primeira parte, a respeito da virgindade em si mesma, da qual Cristo e Maria são modelos perfeitos (caps. 2-6). Estabelece, a seguir, a superioridade da consagração a Deus pela virgindade, acima do estado matrimonial (caps. 7-15). O casamento, certamente, não é um mal e não é verdade que S. Paulo o tenha condenado (caps. 16-21). Nesse sentido, valer-se das palavras do Apóstolo (l Cor 7,7-40) para levar os fiéis à escolha do celibato é certamente erro. E, na verdade, as virgens não renunciam ao casamento para se livrarem das preocupações da vida conjugal. Mas sim, por amor ao Reino e em vista da recompensa excelente que as espera (caps. 22-23). O Evangelho, o apóstolo Paulo e Isaías atestam que um lugar melhor está reservado aos que levarem, aqui na terra, vida angélica. Somente eles seguirão o Cordeiro onde quer que vá (caps. 24-30).
A segunda parte do opúsculo (caps. 31-56) é toda ela dedicada à consideração da humildade, tão necessária ao estado virginal. E preciso que o grande dom da virgindade seja protegido, como todos os dons divinos, pela humildade. É em razão mesmo de sua excelência que será necessário precaver a virgindade do orgulho (caps. 31-37). A humildade das virgens se alimentará do temor salutar e do sentimento de sua própria fraqueza (caps. 38-39). Essa fragilidade, Deus a preveniu, e as virgens podem dizer que foi para excitar sua caridade que antecipadamente as suas faltas lhes foram perdoadas. Foram preservadas do pecado, por pura graça. A gratuidade dos dons divinos é, pois, o grande motivo de toda humildade (caps. 40-42). Não será preciso que a virgem consagrada a Deus se preocupe em aquilatar o quanto sua condição está acima da do casamento ou da viuvez (caps. 43-44). Por certo, a virgindade em si é estado superior, mas enquanto não for provada — em face do martírio, por exemplo — a virgem não poderá se supor melhor do que qualquer outra pessoa (caps. 45-47). Além do mais, ninguém saberá, sem mentira, dizer-se isento de pecado e gabar-se de escapar da fragilidade humana (caps. 48-50). Se a caridade é a guardiã da virgindade, a humildade é como a moradia dessa guardiã (cap. 51). Essa virtude inspira santas atitudes, torna dócil ao Mestre divino e temerosa de si mesma. Transfigura toda a vida moral, guarda zelosamente o coração só para Cristo. E Agostinho termina esta joia de tratado com uma admirável exortação ao amor de Cristo (caps. 51-56).


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OBS.: Esta obra só foi possível ser postada graças a generosidade de uma leitora que "busca ser uma oferta agradável à Deus"
Que Nossa Senhora te abençoe sempre, pois para muitas pessoas este livro poderá ser útil e Ela que é, a Virgem das Virgens, certamente lhe recompensará por isto!

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