11 de julho de 2011

21 razões para rejeitar a Sola Scriptura

Joel Peters

Fonte
  "Nós cremos somente na Bíblia, e a Bíblia inteira é a única regra de fé para o cristão”.
  Talvez você já tenha ouvido esta frase ou algo parecido de um cristão protestante. Ela é, em  essência, o significado da doutrina da Sola Scriptura, ou Somente a Escritura, que alega que a  Bíblia - interpretada individualmente pelo crente - é a única fonte de autoridade religiosa e é a  única regra ou o único critério em quê o crente deve acreditar. Por esta doutrina, que é uma  das fundamentais doutrinas do protestantismo, o protestante nega que exista qualquer outra fonte de autoridade religiosa ou revelação divina à humanidade.
  A Igreja Católica, por outro lado, afirma que a regra imediata ou direta de fé é o ensino da  Igreja. Este, por sua vez, tem suas Fontes da Revelação Divina - A Palavra Escrita, a Sagrada Escritura, e a Palavra não-Escrita, conhecida como Tradição. A autoridade do Magistério da  Igreja Católica (chefiado pelo Papa), apesar de não ser ela própria uma fonte de revelação divina, possui a missão de interpretar e ensinar tanto a Escritura como a Tradição. Estas duas  formas são as fontes da doutrina cristã, a regra de fé cristã remota ou indireta.
  Obviamente, estas duas visões apresentadas são opostas, e aquele que busca seguir Cristo  deve ter a certeza de que está seguindo a verdadeira.  
  A doutrina da Sola Scriptura se originou com Martinho Lutero, um monge alemão do século 16  que quebrou sua união com a Igreja Católica Romana e iniciou a Reforma Protestante(*).  
  Em  resposta a alguns abusos que ocorriam na Igreja, Lutero tornou-se um grande oponente de  certas práticas. Como tais abusos de fato ocorriam, Lutero estava correto em se revoltar.  Contudo, houve uma série de confrontos entre ele e a hierarquia católica. E à medida que  foram evoluindo, as disputas foram se centrando na questão da autoridade da Igreja e - pelo  ponto de vista de Lutero - se o ensino da Igreja deveria ser considerado regra de fé legítima  para os cristãos. 
 Crescendo as disputas entre Lutero e a hierarquia da Igreja, ele a acusava de haver  corrompido a doutrina cristã e distorcido as verdades bíblicas, e cada vez, mais e mais, ele  acreditava que a Bíblia, interpretada por cada indivíduo, era a única regra de fé religiosa para  o cristão. Rejeitou a Tradição assim como a autoridade do ensino da Igreja Católica (com o Papa como sua cabeça) como tendo legítima autoridade religiosa. 
  Um observador honesto poderia perguntar, portanto, se a doutrina de Lutero sobre a Sola  Scriptura seria uma restauração genuína das verdades bíblicas ou a promulgação de uma  visão pessoal acerca da autoridade da Igreja. Lutero era um apaixonado pelas suas crenças, e  foi bem-sucedido em divulgá-las, mas estes fatos por si só não são garantia alguma de que o  que ensinou esteja correto. Pelo fato de o bem-estar, e mesmo o destino eterno das pessoas,  ser uma aposta de confiança, o fiel cristão precisa estar precisamente seguro neste assunto.

* A reforma protestante não foi uma reforma no sentido verdadeiro da palavra, mas sim uma revolução - uma alteração violenta da legítima  religiosidade e ordem civil.

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