12 de agosto de 2011

Pequeno Tratado Prático

Elaborado segundo Santa Teresa, São João da Cruz, Santo Tomás de Aquino e São Francisco de Sales
Pe. Júlio Maria de Lombaerde S.D.N
Livro de 1936

Curto Prefácio
O presente tratado sobre a Contemplação era destinado a servir de introdução às Contemplações evangélicas, sobre a paixão de Jesus Cristo, escritas para o uso dos sacerdotes e das almas religiosas. Entretanto, para não romper a uniformidade dos três volumes, achei preferível publicá-lo separadamente, estando deste modo mais ao alcance de todos, qualquer que seja o assunto habitual de suas meditações ou contemplações.
Não espante ao leitor o título: "Contemplações". São verdadeiras contemplações, não para uso daqueles que Deus já favoreceu com este dom sobrenatural e sublime, mas daqueles que aspiram elevar-se aos píncaros da perfeição.
Os primeiros, de fato, não precisam, ou melhor, precisam menos do auxílio das indústrias humanas, para se unirem a Deus - quem delas precisa, somos nós, que não tivemos ainda a dita de entrever o que o Senhor prepara aos que O amam, mas que temos vontade e desejo de alcançar a perfeição e de nos unirmos a Deus, como sabem fazê-lo os Santos.
Este tratado propõe-se expôr clara e simplesmente o que é a Contemplação e como é que se pode praticá-la.
Para muitos, as considerações que seguem serão uma verdadeira revelação; pois correm, a esse respeito, as mais arraigadas prevenções e os mais desastrosos erros.
Terminamos a parte teórica com uma aplicação prática dos princípios expostos, isto é, com a vida admirável de Santa Teresa do Menino Jesus, mostrando, pela autoridade de sua auto-biografia, que a santa Carmelita percorreu os diversos graus da contemplação.
Esta parte ilumina de um suave esplendor a teoria abstrata da contemplação e lhe comunica vida e prática.
Possa este pequeno tratado juntar-se às obras teológicas dos grandes Mestres para fazer resplandecer a verdade, e mostrar que a contemplação não é um privilégio de umas almas escolhidas, mas o caminho normal e comum da santidade.
E todos nós somos chamados à santidade.
Sancti estote, quia ego sanctus sum! (Lev. XI.44)

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