16 de agosto de 2011

Esse homem nos compreende

Mons. Tihámer Tóth
Livro de 1938 - 274 págs











OS  DOIS  LAGOS 
Quando eu era jovem estudante, ia muitas vezes passear à beira dum lago na montanha. Os raios do sol dançavam-lhe alegremente no espelho cristalino. A sua onda pura deixava perceber a vida buliçosa dos seres que lhe povoam o fundo de cascalho. Alegres peixinhos nadavam aqui e acolá, mal podendo conter a sua alegria ao contato dos cálidos raios do sol.
Na margem, os miosótis de olhos azuis sonhavam, e os nenúfares montavam guarda gravemente com as suas folhas em lâmina de sabre. À superfície d'agua, os salgueiros inclinavam-se com dignidade, e com ar meditativo fruíam do céu sorridente e sem
nuvem que se refletia na superfície. Uma aura de ar fresco circulava através dos  ramos, e os caniços baixavam a cabeça à sua passagem, a lagoa da montanha era como uma alma de jovem transbordante de vida, de sorriso, de ventura, como um olho de criança arregalado, brilhante qual uma estrela.
Ultimamente, após longos anos, meu caminho levou-me outra vez até lá.
Foi com espanto que vi o que era feito do meu caro lago. Um atoleiro lodoso dum  amarelo esverdeado. A água estava-lhe turva e suja. O que ele encerrava, não se via, por causa das ervas, mas o ar pestilencial que dele se desprendia traía a podridão que nele se achava. Da vasa ascendia o coaxar dormitante das rãs de olhos à flor da testa: quando um viajante passava, répteis hediondos pulavam assustados nas ervas e na água fétida.
Onde estão os nenúfares que montavam altivamente guarda?
Para onde se foram os salgueiros da margem que balouçavam as suas coroas de folhagem?
Para onde se foi o céu azul que sorria, que se refletia na superfície d'água?
Tudo, tudo desapareceu. É debalde que os caniços brotam na margem: inclinam-se frouxamente ao menor vento. Por toda parte é só podridão e desolação.
E o coração se me confrangeu: era então aquele o belo lago cristalino da minha juventude?
















*
*  *
Os olhos dos jovens são tão belos quanto o miosótis, e a alma deles é como um belo lago cristalino da montanha.
Ai! quantos mais tarde se tornam pântanos lodosos! 
*
*  *

Foi para que tua alma permaneça sempre pura como um cristal, meu filho, que escrevi este livro. Porque conservar pura a própria alma e assim chegar à idade de homem, é a mais bela tarefa da vida.
*
*  *

Este livro, de acordo com seu título, dirige-se à mocidade colegial, mormente masculina, expondo-lhe o dever da castidade, a natureza das faltas que lhe tão contrárias, os perigos que ameaçam a inocência e as consequências desastrosas do vício impuro.
A exposição do livro não excede o âmbito do título. Não foi ele escrito para  intelectuais, mas para a mocidade; nem foi escrito para educadores, mas para educandos: para estes resolve o problema, atinge a finalidade. Leva em exata conta todas as dificuldades que a mocidade experimenta nessa matéria, e resolve-as com muito bom senso e tato.
Mons. Tóth é um dos melhores conhecedores da mocidade: compreende-a e é por ela compreendido.
Milhares de universitários escutaram ávida e gratamente as suas conferências sobre o  problema sexual, e nelas encontraram a desejada orientação e o devido entusiasmo para lutarem contra a hidra da luxúria.




"Leia este livro! E' preciso lê-lo.
Esse homem  nos compreende!"



 "Cada letra deste livro foi escrita por amor de tua alma; foi escrita por me haver persuadido de que encher de sublime ideal um coração é ato de valor inestimável e eterno. Esse amor merece que reflitas seriamente no que puderes neste livro. E a maior recompensa dos meus esforços será  que estas linhas possam repor ou manter no bom caminho ao menos uma só alma de adolescente."


   "Foi para que tua alma sempre permanecesse pura como um cristal, meu filho, que escrevi este livro. Porque conservar pura a própria alma, e assim chegar à idade de homem, é a mais sublime tarefa da vida."

6 comentários:

Legens Quotidianus disse...

tenho que agradecer humildemente a publicação desses livros tenho tido muitos livros a ler e para não me perder tenho procurado ir subindo degrau por degrau na leitura. Tanto mais que tenho a ideia de fazer a gravação em audio dos livros, leitura meramente. O que claro não pode subtrair a própria leitura em si. Mas gosto de ler em voz alta pois a mim me parece que a apreensão é de mais fácil maneira. Deus lhes pague e também ao blog a-grande-guerra.

Pax in Nomine Domini!

A_Católica disse...

Olá!

Que Nossa Senhora a(o) ajude nas leituras e neste apostolado que pretende fazer.

Publicamos estes livros raros para que muitas almas possam ter acesso à eles, afinal, muitas editoras que se dizem católicas deixaram de publicar bons livros para nos ajudar na santificação.

À medida que Nossa Senhora for nos favorecendo e tivermos disponibilidade para ir divulgando bons livros, certamente muita coisa boa ainda virá, continuaremos sim nesta jornada para a maior glória de Deus e de Sua Santa Madre Igreja!

Que Nossa Senhora seja sempre nossa guia e protetora,

Saudações!

Assunção disse...

li este autor em 1967 o que me valeu uma vida seminarística casta e a conversão qdo já no mundo. Estou feliz por reencontrá-lo de pois de tantos anos.

Otavio Freitas disse...

Quero escutar! Onde posso?

Unknown disse...

Não estou conseguindo baixar pelo 4 shared.. Por favor, me ajudem, quero muito esse livro.

A_Católica disse...

Tente agora, certamente irá conseguir!

Saudações!

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