15 de julho de 2018

Uma das conversões pelas mãos de Santa Teresinha

Vernon Johnson
Traduzido do inglês pelo Pe. Arlindo Vieira, S.J.
Edição de 1961 - 220 págs

Padre Vernon, como era chamado o autor deste livro nos dias do seu ministério Anglicano, dá aqui conta da sua conversão ao Catolicismo

Prefácio do tradutor
A conversão do célebre pastor anglicano Vernon Johnson teve grande repercussão em toda a Inglaterra. O fato foi largamente comentado nos meios protestantes e católicos. Tratava-se de um clérigo exímio, grande pregador, homem culto e de vida exemplar. Dedicava-se ele de corpo e alma, como celibatário, a seus ministérios na Igreja Anglicana.
Dirigia centenas de almas que nele depositavam inteira confiança.
A leitura da "História de uma Alma", ou a autobiografia de Santa Teresa do Menino Jesus, causou-lhe profunda impressão.

A grande santa que prometera passar o seu céu a fazer bem sobre a terra, tem levado inúmeras almas para Deus. Vernon Johnson foi uma dessas belas conquistas. Alma reta, profundamente piedosa, vivia ele, havia já muitos anos, preocupado com a completa desorientação que ia pelos arraiais do anglicanismo, e mormente com a influência sempre crescente do modernismo que seduzira grande parte do clero e já estava contaminando o povo.
Punha-se em dúvida a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e os próprios bispos anglicanos combatiam ostensivamente o dogma da presença real de Cristo na Eucaristia e a mesmo ideia do Sacrifício do Altar. Confundia-se o Anglicanismo com uma dessas múltiplas seitas protestantes que descambam a olhos vistos poro o completo repúdio do sobrenatural.
O livre exame gerou essa multiplicidade de seitas que se dividem e subdividem e vão apressando total esfacelamento da revelação cristã.
Vernon Johnson, homem reto e de inteligência privilegiado, compreendia tudo isso, como se colige da leitura do seu livro, cujo tradução apresentamos.
A leitura da vida de Santa Teresinha foi o início do trabalho da graça em sua alma. Duas visitas a Lisieux tiveram efeito decisivo. Contemplou ele ali, pela primeira vez, o magnífico espetáculo da unidade da Igreja Católica.
Santa Teresinha levou-o ao Evangelho que ele começou a ler e a meditar com a mente despida dos preconceitos protestantes.
A exposição doutrinária que ele faz em seu livro, revela um estudo meticuloso do assunto.
Quem busca a verdade de todo o coração, infalivelmente a encontra.
Que ideia nos dá ele da divindade de Cristo negada pelos protestantes modernistas! Com que critério e segurança expõe a tese do Primado de Pedro, toda baseada nos textos do Novo Testamento!
Após alguns anos de luta insana, triunfando da carne e do sangue, bem como de mil preconceitos, Vernon Johnson ingressou na verdadeira Igreja que lhe apareceu em todo o seu esplendor nas páginas do Novo Testamento.
Foi completar os seus estudos no Colégio Beda, de Roma, instituição eclesiástica destinada às vocações tardias e ali se preparou para o sacerdócio.
Celebrou a sua primeira Missa em Lisieux junto da sua celeste protetora.
Hoje, o ilustre sacerdote exerce na Inglaterra apostolado, orientando muitas almas que sentem a vacuidade do anglicanismo o aspiram pela verdadeira fé que só se encontra na Igreja fundada por Jesus Cristo, nessa Igreja que é “coluna e firmamento da Verdade.” (I Tim 3,15)
A explanação feita pelo Pe. Vernon em seu livro "Um Senhor, uma Fé" é magnífica e parece verdadeiramente inspirada. É de crer que a sua celeste protetora, Santa Teresa do Menino Jesus, lhe tenha assistido de modo muito particular na redação dessas páginas tão belas e instrutivas.
A segunda parte do livro é uma lucidíssima exposição doutrinária que há de entusiasmar os que têm fé e dar muito que pensar aos que ainda estão fora da Igreja e buscam sofregamente a autoridade e unidade que não possuem.
A terceira parte, ou a conclusão do livro, é verdadeiramente dramática e retrata ao vivo a luta renhida em que se empenhou uma alma nobre, sedenta do sobrenatural, que, com firmeza, vence os maiores obstáculos e afinal deixa definitivamente o erro para abraçar a Verdade.
Do exposto se colige que a leitura do livro do Pe. Vernon fará, por certo, um bem imenso aos católicos que, em contato com essas páginas cheias de sabedoria celeste, sentirão a sua fé robustecida.
Fará do mesmo modo um grande bem a muitos que se estão deixando contaminar pelas falácias do erro e a não poucos protestantes de boa fé que, mais por ignorância do que por outro motivo, deixaram a verdadeira Igreja de Jesus Cristo para abraçar uma dessas múltiplas confissões religiosos inconsistentes e contraditórios.
A primeira edição do livro do Pe. Vernon saiu em 1929 e, em 1956, ou 27 anos mais tarde, saía a 28* edição.
Escreveu-me ele, ao dar-me permissão para traduzir o seu livro, que ainda hoje se vendem, cada ano, mais de 1.000 exemplares.
Dentre os milhares de protestantes ingleses e dentre mais de 100.000 protestantes norte-americanos que cada ano se convertem, muitos, sem dúvida, encontraram nessas páginas luminosas o roteiro que os levou a repudiar o erro para abraçar a Verdade.
Os 43.600.000 católicos dos Estados Unidos (Time, 12 de setembro de 1960), pois ainda ontem quase todo protestante, são uma demonstração iniludível de que os protestantes já começam a mudar de ideia ante esse espetáculo maravilhoso da unidade e pujança da Igreja, a maior e mais influente confissão religiosa da grande República.
Há anos escreveu na Suíça um pastor protestante. ’Sinto um horror crescente a certo protestantismo que se reduz a puro anti-catolicismo. Considero não só injustos, senão também malfazejas as condenações superficiais e sumárias lavradas contra as doutrinas e práticas religiosas dos católicos romanos por protestantes que nunca se deram ao trabalho de estudar a Igreja Católica Romana num verdadeiro esforço de compreensão."
E o Pe. Leonel Franca comenta: "Nada mais justo e nada mais sensato. Os que seguiram esta norma de investigação acabaram na totalidade da luz buscada com alma reta. Newman foi talvez a maior inteligência que viu a Inglaterra no século XIX. Longos anos empregou ele, oxfordman de envergadura excepcional, para dilucidar as divergências entre sua Igreja e o Catolicismo. Durante este longo itinerário intelectual, não tinha na consciência escrúpulo mais delicado do que "o de pecar contra a luz". Amou a luz, amou a verdade e a verdade lhe iluminou a alma na plenitude de seus pacíficos esplendores.
O Pe. Vernon também amou a luz, amou a verdade e buscou-a sinceramente no estudo desapaixonado da Escritura.
E a verdade iluminou-lhe a alma, e a verdade que ele expõe com tanta elevação de espírito em sua obra: “Um Senhor, uma Fé", continua a iluminar grande número de almas na plenitude de seus pacíficos esplendores.
Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 1961.
Pe. Arlindo Vieira, S.J.

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