1 de agosto de 2020

Consagra-te!!! Agora com a edição de 1943

São Luís Mª Grignion de Montfort
Edição de 1943 - 320 págs



O “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem” é uma obra de São Luís Maria Grignion de Montfort (1673 – 1716), escrita por ele pouco antes de sua morte. O livro nos fala da devoção a Nossa Senhora e da necessidade da consagração a Ela. Além disso, o Tratado nos dá um método simples e eficaz de consagração, de nos entregar inteiramente a Maria.
O manuscrito do Tratado ficou perdido durante 130 anos, de 1712 a 1842, quando foi encontrado em uma caixa por um padre da congregação fundada por Montfort. Isto foi predito pelo Santo em seu Escrito: “Prevejo que muitos animais frementes virão em fúria para rasgar com seus dentes diabólicos este pequeno escrito […] Ou pelo menos procurarão envolver este livrinho nas trevas e no silêncio duma arca, a fim de que não apareça” (cf. TVD 114).

A finalidade deste livro, segundo São Luís Maria, é mostrar como Maria Santíssima ainda é desconhecida, o que é uma das razões de Jesus Cristo não ser conhecido como deve ser. O Tratado nos leva ao conhecimento do Reino da Virgem Maria e ao conhecimento do Reino de Cristo. São Luís também diz que Jesus veio ao mundo por Maria e por Ela deve voltar no fim dos tempos: “Ela deu Jesus Cristo ao mundo a primeira vez, a há de fazê-lo resplandecer também na segunda vez” (cf. TVD 13).
O Tratado foi promulgado pelo Papa Pio IX em 12 de maio de 1853, em Roma. Através de um decreto, os escritos de São Luís foram declarados isentos de qualquer erro que pudesse ser obstáculo para a sua beatificação. Além disso, muitos outros papas aprovaram o Tratado e concederam indulgências a quem se consagrasse pelo método de Grignion de Montfort. Dentre eles, talvez o mais célebre e conhecido seja o saudoso Papa João Paulo II, que conheceu o Tratado já na sua infância e particularmente consagrou-se a Maria segundo o Tratado.
Não nos enganemos pelo tamanho e pela simplicidade deste pequeno livro, pois ele foi de grande auxílio para muitos cristãos em tempos difíceis. O Tratado e a consagração a Virgem Maria, segundo o método de Montfort, foram vias de santificação para numerosos homens de mulheres, do século XVIII até os nossos dias. Considerando a importância da consagração a Nossa Senhora na vida dos fiéis, recomendamos a leitura do Tratado, a preparação e a consagração total a Santíssima Virgem.

A origem do Tratado
O tesouro que permaneceu escondido durante 130 anos
São Luís Maria Grignion de Montfort escreveu o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem“, que tem como origem entre os anos de 1712 e 1713. Nos anos sucessivos, durante a Revolução Francesa, os “dias do terror”, em Saint Laurent-Sur-Sèvre, a residência da família Monfortana foi ameaçada de um incêndio das “colunas infernais”. Por causa das perseguições, a Comunidade precisou colocar em um lugar seguro as coisas mais importantes, especialmente os manuscritos do Fundador. Montfort, como sabemos, havia predito a ira cheia de raiva do demônio avançar contra o seu próprio livro (cf. TVD 114).
Quando terminou a tempestade da Revolução Francesa, aqueles manuscritos foram tirados do sepulcro e colocados na biblioteca comum. Eram já mortos os primeiros herdeiros de Montfort e tinha se perdido a memória do escrito do Santo. Mãos inexperientes o tiraram junto com outros livros da escuridão daquele baú, mas sem reconhecer o precioso escrito. Por isso, o Tratado permaneceu anos e anos misturado com muitos outros livros, estragados e faltando partes.
Dia 22 de abril de 1842 o reverendo, Padre Pedro Rauterau, bibliotecário da Companhia de Maria (Monfortinos), enquanto preparava uma pregação em honra à Santa Virgem, nosso Senhor lhe colocou entre as mãos este precioso tesouro. O Padre reconheceu o estilo e o pensamento do Venerável fundador e imediatamente o entregou ao seu superior (Padre J. Dalin) que reconhecendo perfeitamente a caligrafia do venerável fundador, convocou no mesmo instante a reunião das Comunidades dos Missionários Monfortinos, as Filhas da Sabedoria e os Irmãos de São Gabriel e disse simplesmente assim: “Encontramos um tesouro!” Assim veio à luz aquilo que o santo de Montfort “ensinou com fruto em público e em privado nas missões por diversos anos” (cf. TVD 110), isto é que “Por meio da Santíssima Virgem Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por meio dela que deve reinar no mundo” (cf. TVD 1).
Esse livro foi escondido por causa da importância dos seus ensinamentos, ele nos revela a importância da Santíssima Virgem na história da salvação dos homens, nos indica como fazê-la reinar nos corações através da consagração total a Ela e assim pertencer perfeitamente a Cristo, impedindo as insídias do demônio e esmagando a cabeça da serpente que quer a perdição das almas no esquecimento de Deus e no pecado. Por isso o demônio tentou destruí-lo ou ao menos escondê-lo.
Observou-se como a Imaculada Conceição, que esmaga a cabeça da serpente, é um ponto comum a todas as grandes aparições marianas, reconhecidas pela Igreja, a partir da aparição de Nossa Senhora das Graças a Santa Catarina Labouré (1830). É também impressionante a coincidência de datas entre o início do ciclo das aparições marianas dos últimos dois séculos e o reencontro desse escrito mariano destinado a formar gerações de santos (1842).
Sabe-se que a descoberta do precioso manuscrito interessou logo a diversas pessoas “constituídas em dignidade”, que desejaram obter uma cópia. Diversos sacerdotes da região, os religiosos e as religiosas quiseram conhecê-lo. O trabalho foi confiado às noviças das Filhas da Sabedoria que o copiaram em diversos exemplares. O manuscrito foi então entregue ao Bispo de Luçon que depois de ter examinado a caligrafia o enviou a Roma onde já estava em curso a causa da beatificação do venerável Servo de Deus.
O escrito não tinha nenhum título e se percebeu que lhe faltavam 8 páginas ao início e ao menos uma no final. Foi escolhido um título, o atual, que se transformou em tradicional. As edições se multiplicaram em ritmo acelerado. Hoje se sabe que a obra já superou 400 edições. Foi definida “o segredo de espiritualidade vivido por um Santo”, um verdadeiro tesouro. Muitos santos e beatos, fundadores e sacerdotes, diretores de almas, religiosos e leigos, ali encontraram um verdadeiro tesouro de santidade.
Repensando o escondimento e reencontro do Tratado, nos faz refletir sobre a alegria do homem que encontra o tesouro no campo e vende todos os seus bens para comprar aquele campo (cf. Mt 13, 44). É mais que atual a exortação do Papa Pio XII: “Fazei conhecer esse pequeno livro!”. Um pequeno escrito, de fato, mas que iluminou o caminho de grandes almas. João Paulo II, o Papa do “Totus tuus”, em 1997, em ocasião do aniversário da canonização de São Luís de Montfort (20 de julho de 1947), disse: “Este tesouro não deve permanecer escondido!”. Assim, o tesouro que o maligno queria esconder, os santos o descobriram, compreenderam o seu valor e sentiram o desejo de fazê-lo conhecido. No livro “Amor da Eterna Sabedoria”, Montfort diz: “Felizes os que compreendem estas verdades eternas! Mais felizes aqueles que acreditam, que as colocam em prática e as ensinam aos outros. Brilharão como estrelas no céu por toda a eternidade”.
A obra prima de Montfort de fato foi publicada no momento justo, isto é, quando começava a despontar a aurora do “tempo de Maria” que o Santo havia profetizado, o tempo da luta entre Maria e os seus humildes servos de uma parte e de satanás e os seus seguidores de outra. “O poder de Maria sobre todos os demônios resplenderá em modo particular nos últimos tempos quando satanás insidiará o seu calcanhar e isto é, os humildes servos e filhos que Ela suscitará para mover-lhe guerra.” (cf. TVD 54).


Consagra-te à Virgem Maria

   "Foi por meio da Santíssima Virgem que Jesus Cristo veio ao mundo e é por meio dela que ele deve reinar no mundo"

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