Pe. José Bernard, S.J.
Vozes em Defesa da Fé - Caderno 37
Livro de 1961 - 72 pags
PREFÁCIO
Uma donzela de 19 anos enche do admiração a quantos apreciam a verdadeira grandeza humana. Não é nenhuma "estrela" do cinema que, talvez sem personalidade própria, só sabe representar outras personagens. Joana d'Arc, a Donzela ou Virgem de Orleans, não representou, mas viveu seu próprio drama no qual, inabalável e invicta, foi merecedora de glória imortal.
Três coroas cingem-lhe a fronte:
A primeira, tecida de louro, galardoa a guerreira intrépida e vitoriosa. Somente nas lendas se viu semelhante coroa na cabeça de uma mulher.
A segunda coroa, composta de palmas, é o premio da mártir, da inocência perseguida, caluniada, maltratada e sacrificada na horrenda fogueira.
Finalmente a terceira coroa, de intacta alvura, ostenta os lírios imortais da virgindade.
Uma glória tão genuína da Igreja Católica não devia permanecer no esquecimento que injustamente a cobria durante séculos. No século passado a França se lembrou de sua salvadora.
Muito contribuiu para este ressurgimento a edição dos processos de condenação e reabilitação, feita em 1841-49, em 5 volumes, por J. Quicherat. Uma nova edição em 2 volumes apareceu em 1920. No mesmo ano uma lei elevou o aniversário da morte de Joana d'Arc — 30 de maio — a festa nacional.
A cidade de Orléans e o Episcopado francês esforçaram-se por honrar, tornar conhecida e levar à honra dos altares
a virgem mártir. Apareceram artigos, geralmente sobre questões litigiosas, e biografias, constituindo farta literatura. Sua vida e sorte tão extraordinárias empolgaram também os poetas, que, com maior ou menor fidelidade histórica, cantaram seu louvor. Citemos: Shakespeare (em Henrique VI), Voltaire, Schiller, Shaw, Claudel.
a virgem mártir. Apareceram artigos, geralmente sobre questões litigiosas, e biografias, constituindo farta literatura. Sua vida e sorte tão extraordinárias empolgaram também os poetas, que, com maior ou menor fidelidade histórica, cantaram seu louvor. Citemos: Shakespeare (em Henrique VI), Voltaire, Schiller, Shaw, Claudel.
No Brasil Joana d'Arc já não é uma desconhecida. Em 1920, ano da canonização, os salesianos de Niterói editaram
uma resumida Vida de Santa Joana d'Arc. Em 1935 o escritor gaúcho Érico Veríssimo contou de modo ameno a sua vida. O autor reproduz bem o ambiente histórico, confundindo e misturando porém verdade e lenda.[...]
A finalidade desta brochura é tornar conhecida a vida extraordinária da virgem guerreira e mártir e esclarecer dividas, suscitadas pelo influxo sobrenatural, orientador de seu comportamento, e pelo processo escandaloso instruído por pessoas eclesiásticas, em parte enganadas, em parte francamente indignas.
A apoteose da solene reabilitação em 1456 e a canonização em nossos dias — 1920 — esclarecem a verdadeira posição e mente da Igreja Católica. Infelizmente, a propaganda anticatólica dos nossos protestantes, espíritas e maçons pretendo tirar da heroína de Orléans argumentos contra a Igreja Católica. Esta a razão por que inserimos o livrinho entre os cadernos "Vozes em Defesa da Fé".
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| Coroação de Carlos VII, em Reims |
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| Casa de Santa Joana D'Arc em Domrémy. Atualmente um museu |
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| Um dos escudos usados por Santa Joana D'Arc |
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| Gravura do Martírio da Venerável Santa Joana D'Arc |









Um comentário:
Amo tanto minha santinha
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