31 de janeiro de 2015

A Santa Missa - Na História e Na Mística

 ou
Informações e explicações da origem, desenvolvimento e fixação definitiva e universal dos ritos, cerimônias, orações, textos bíblicos e eclesiásticos da Santa Missa, acompanhados de piedosas considerações e breves súplicas, próprias para despertar interesse e assistir com fruto ao Santo Sacrifício Divino
por
Lidvino Santini S.J.
Livro de 1940 - 380 págs


PREÂMBULO
Copiosa e vasta é hoje a literatura sobre  a história e a explicação da Liturgia.
Os ardentes desejos do Pai da Cristandade, Pio X, de ver renovado o antigo zelo e fervor pela Liturgia, encontraram Eco em numerosos filhos que, sobretudo na Europa, se entregaram de corpo e alma ao estudo da história da Liturgia.
Os primorosos resultados não se fizeram esperar: fala em seu favor o conhecido movimento litúrgico que avassala os melhores espíritos do Velho Mundo, e que, graças a Deus, está repercutindo no Novo Mundo.
* * *
Pondo em prática o princípio que é necessário malhar enquanto o ferro estiver quente, descarregamos também a nossa martelada, cuidando preencher assim uma lacuna na nossa literatura sobre a Liturgia.
Damos ao público este volume de maior fôlego, no qual se apresenta, esplana e desenvolve, a Santa Missa. Vem nele descrito todo o grandioso complexo de cerimônias e orações que se baseiam em dados históricos e dogmáticos.
Visando, antes de tudo, proporcionar aos leitores um perfeito apanhado da doutrina dogmática sobre o sacerdócio de Cristo e seu sacrifício, bem como dar uma exposição dos dados históricos, concernentes às rubricas e cerimônias litúrgicas em linguagem fácil, fluente e desimpedida, resolvemos exonerá-lo dessa bagagem de citações que mais se prestam para ostentar erudição do que tornar amena a leitura.
O que fizemos foi ir às fontes puras e genuínas; e nelas haurimos e assimilamos, com toda a ingenuidade de quem coloca plena confiança nos esforçados exploradores da história da Liturgia, o que nos pareceu necessário, bom e útil ao escopo a que se destina a obra, e, assim assimilado, reproduzimos tudo a nosso modo e segundo o plano preconcebido.
* * *
Facilitou-nos muito na confecção desta obra o esplêndido trabalho do Padre Beneditino Eugênio Vandeur, intitulado "A Santa Missa". É obra que se recomenda. Para prova, basta referir que inaugurou em 1924 a sua sétima ( 7ª) edição francesa com uma tiragem que perfez os 45.000 exemplares, e foi traduzido em quase todas as línguas europeias, logrando ver duas, três e mais edições em algumas delas.
Mas, quando não satisfizesse isto, basta, para apreciá-la, o eloquente testemunho do Santo Padre Pio X, que ao autor assim escreve por seu Secretário: "Apresenta-lhe o Sumo Pontífice as suas felicitações por haver prestado com dedicação e zelo o seu concurso neste campo, afim de tornar a excelência da s. Missa sempre mais conhecida e apreciada mediante a explicação histórica e mística de suas sublimes orações e comoventes cerimônias. Contribuirá por certo muitíssimo para que os sacerdotes celebrem com maior fervor os inefáveis mistérios dos nossos Altares e para que os fiéis deles participem com maior abundância de bens e a eles assistam com maior fé". (R. Card. Merry del Val. Do Vaticano, em 5 de novembro de 1912).

O Autor

~ * ~

INTROIBO AD ALTARE DEI
Entrarei ao Altar de Deus. Um dia, como um cervo acossado por matilhas, debatia-se Davi com mil inimigos, assim externos como internos, para livrar-se deles e levar vida mais tranquila. Mas só depois de longo, penoso e renhido combate, quando forças humanas já não lhe podiam valer, foi que chamou por socorro do Alto: “Julgai-me, ó Deus, e separai a minha causa da gente ímpia; livrai-me do homem injusto e enganador!”.
Foi, então, que, talvez arrebatado em êxtase, como o profeta Jeremias, entrou a contemplar os povos da Terra, ascendendo ao Monte Sião para lá celebrar a nova aliança; e os ouvia aclamar triunfalmente, lá do alto, aplaudindo aos que vinham carregados dos bens do Senhor, como trigo, vinho novo... e os via como em um jardim irrigado e florido, sem nunca elanguescer e entristecer-se: fortalecia-os o Senhor e lhes mudava o pesar em alegria. E o Senhor repetia: “Saturá-los-ei de graças; inebriarei as almas dos meus sacerdotes, e o meu povo usará à fartura dos meus bens” (Jer 31, 12-15).
Foi, então, repito, que Davi resolveu entrar ao Altar do Senhor, erguido no Monte Sião. – Introibo ad altare Dei.
*  *  *
O que Davi queria, e em êxtase via, não lhe foi possível obter. Qual Moisés, viu e suspirou pela terra em que corre leite e mel, viu e suspirou pelo Altar, em que sacrifica o Cordeiro imaculado, mas como Moisés, morreu sem entrar na terra prometida.
 “Introibo ad altare Dei!” – Sim, entrarei ao altar de deus; entrarei senão eu, ao  menos, em um dos meus descendentes!
E a profecia se realizou. O Filho da Casa de Davi, Jesus Cristo, entrou ao altar de Deus, levantado no Monte calvário, levantado no Monte Sião, que se multiplicou tantas vezes quantas são as igrejas do Senhor no mundo universo.
Mais. Davi entrou ao altar de Deus pelos sacerdotes, legítimos representantes de Jesus Cristo.
Davi encontrou seu socorro entrando em espírito ao altar de Deus.
Ah! Sacerdotes, ah! Fiéis da nova aliança, que crime o nosso de aproveitarmos tão pouco de tão imenso tesouro de graças e bens espirituais, que nos aguardam junto ao altar!
Entremos ao altar de Deus; subamos, sacerdotes e fiéis, a este Monte Sião e ingressemos no templo do Senhor, bem junto do altar do Calvário, onde possamos depor o nosso pão e vinho em sacrifício ao Senhor; e veremos renovada a nossa mocidade: do altar, toda a nossa força; do altar, toda nossa alegria; do altar, todo o bem temporal, corporal, espiritual e eterno!
*  *  *
Subi, ó sacerdotes, a esta montanha do Senhor, do Deus vivo! Correi, povos, à fonte da Vida Eterna!
Andam cruelmente atormentadas as nossas almas, como a de Davi! Devoram-nas fauces hiantes de feras esfaimadas! Sede devoradora mata-nos as almas, “animae vestras sitiunt vehementer” (Ecli 51, 32).
Ora, não é a Eucaristia sacrifício e sacramento? E não haveríamos de encontrar nela o que encontrou Davis? Não haveríamos de encontrar nela o remédio prometido por Aquele que disse: “Eu sou o pão da vida; quem vem a mim não terá jamais fome; e quem crê em mim não terá jamais sede”? (Jo 6, 35). “Vinde, comei o meu pão, bebei o vinho, que vos hei preparado!” (Prov 9, 5). A minha Carne, dada por vós, o meu Sangue, derramado por vós, no dia da paixão e morte, e que agora o altar vos dispensa em lembrança, em realidade e em efeitos da minha imolação, vos é penhor de salvação e glória.
  Sacerdotes e fiéis! Ah! Soubéssemos o que temos na Santa Missa! Toma e lê este livro, e o saberemos, para o nosso maior proveito.
Deus, nosso senhor e a Virgem Medianeira de todas as graças nos sejam propícios!

__________
OBS.: Agradeço aos membros da MIB, em especial ao Rafael, por este arquivo. Que muitas almas possam ser beneficiadas por mais esta obra gentilmente cedida por eles e  é nosso desejo que esta generosidade seja recompensada pelas Mãos de Nossa Mãe Santíssima.

4 comentários:

Monique G Moraes disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
A_Católica disse...

Desculpe Monique! Acabei apagando seu comentário sem querer...

Mas sobre o livro, vc saberia me dizer a editora, ano de publicação ou algo mais específico para que eu posso ver se encontro?

Salve Maria!

Apraze-me frase disse...

Link quebrado

A_Católica disse...

Salve Maria!

Siga o passo-a-passo do blog no link abaixo e certamente irá conseguir, pois o link está ativo e o download pode ser efetuado sem problemas,

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Saudações!

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