13 de março de 2015

Canto Gregoriano

Ir. Marie Rose, OP
Livro de 1958 - 234 págs


Prefácio
Revma. Irmã Marie Rose,
O seu livro chegou no momento oportuno. O interesse pelo canto eclesiástico tem crescido bastante em nossa terra neste último decênio. Os amigos das castas e ingênuas melodias de S. Gregório, encontramo-los numerosos em todos os setores sociais. O próprio rádio contribuiu para torná-las conhecidas e apreciadas.
Aqui está a oportunidade da sua obra.
O seu livro é a teoria e a prática de Solesmes, vivida e e:remplificada na Escola de Paris. O seu valor inestimável é a fidelidade à tradição dos monges de D. Guéranger. Eles reconstruíram para a cristandade um dos monumentos mais veneráveis da sua cultura, o canto litúrgico; não se contentaram em arrancar aos arquivos documentos esquecidos, com a paciência e a preocupação científica própria dos filhos de S. Bento, mas infundiram movimento, vida e beleza ao fruto de sua pesquisa. O canto gregoriano nasceu não para o gozo estético dos salões, mas da necessidade intima e profunda do cristão de louvar e engrandecer o seu Deus. Pelas melodias simples e austeras do canto eclesiástico perpassa um grande hálito sobrenatural.
O canto gregoriano é oração e oração oficial da Igreja. Deve, portanto, para não ser desvirtuado e incompreendido, ser prevalentemente, senão unicamente, apreciado sob o ângulo visual místico, isto é, como expressão vital da mística Esposa de Cristo.
É necessário que o canto litúrgico seja largamente restabelecido no uso do povo e na vida cotidiana dos seminários e conventos. O gregoriano tem de viver em nossa piedade e dar-lhe, ao mesmo tempo, cunho de profunda seriedade e serena contemplação, o que lhe é característico. É urgente...  Do contrário, essas santas e venerandas cantilenas correm risco de serem apenas amostras do passado para curiosidade e satisfação de profanos em demonstrações profanas.
Este é o momento marcado pela Providência para o Brasil ouvir a mensagem do Canto Gregoriano, mensagem universal de paz e amor. E para o Brasil ouvir esta mensagem é mister que das catedrais, das igrejas e capelas ecoem pelas praças e pelos campos e quebradas a salmódia tranquila e os transportes melismáticos do Canto de S. Gregório.
O seu livro, Irmã, concorrerá para este futuro de esplendor e faço votos, não muito distante.
Rio de Janeiro, festa de Corpus Christi - 1952
Mons. João B. da Mola e Albuquerque

3 comentários:

Anônimo disse...

A nossa Igreja deixou muito a vontade os que participam do Ministério de Música.Deve-se determinar que o cântico seja de acordo com as normas eclesiásticas para que ninguém queira tomar o lugar do sagrado na Missa.

Joao costa disse...

muito bom o blog!!
Gostei muitooo!!!
*_*
Estarei direto aqui!!!

felicianonangajololo disse...

Excelente!

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