19 julho, 2020

Coleção Éfeso No. 73 - O honremos aos 19 de cada mês

Federico Suarez
Edição de 1986 - 222 págs


"Se eu fora pessoa que tivesse autoridade para escrever, de boa vontade me alongaria a dizer muito por miúdo as mercês que este glorioso Santo me tem feito a mim e a outras pessoas. Mas, para não fazer mais do que me mandaram, em muitas coisas serei mais breve do que quisera. Em outras mais extensa do que era mister; enfim, como quem em todo o bem tem pouca discrição. Só peço, por amor de Deus, que faça a prova quem não me acreditar e verá por experiência o grande bem que é o encomendar-se a este glorioso Patriarca e ter-lhe devoção. Em especial as pessoas de oração sempre lhe haviam de ser afeiçoadas. É que não sei como se pode pensar na Rainha dos Anjos — no tempo em que tanto passou com o Menino Jesus — sem que se dê graças a São José pelo muito que então Os ajudou. Quem não encontrar mestre que lhe ensine oração, tome a este glorioso Santo por mestre c não errará no caminho.
Praza ao Senhor não haja eu errado em atrever-me a falar dele; porque embora publique ser-lhe devota, no seu serviço e imitação sempre tenho falhado."
SANTA TERESA DE JESUS
(Vida, c. VI)

Preâmbulo

Não é fácil escrever com fundamento sobre São José, o último patriarca, artesão de Nazaré e esposo da Virgem Maria. Qualquer historiador sabe que é impossível fazer história sem fontes, pois não se pode ultrapassar o nível da simples conjectura. E quando os dados que existem são escassos, pode-se traçar um esboço, enriquecido com a ajuda de uma ambientação adequada, mas este esboço nunca pode chegar a ser nem sequer uma breve biografia.

No entanto, é diferente escrever, não sobre São José mas acerca de São José, ou a propósito de São José. Neste caso, não se trata de uma biografia mas de uma reflexão ou, se preferirmos, de uma meditação. Não se procura a reconstrução de uma vida, mas de um conjunto de considerações baseadas em alguns dados, nem sempre explícitos, mas revelados.
O fato de serem dados revelados é muito importante. São Tomás More, na contemplação da agonia de Cristo que escreveu quando estava preso na Torre de Londres, dizia que não era pura casualidade que tal ou qual nome (que podia ter-se omitido) estivesse escrito no Evangelho: o fato de que esteja ali tem algum significado. «Dado que nem uma sílaba pode considerar-se vã ou supérflua num escrito inspirado pelo Espírito Santo» é impossível pensar que possa haver algo fortuito na Escritura.
De fato assim é, devemos tê-lo muito presente. Dizia São Paulo: «Toda a Escritura é divinamente inspirada e útil para ensinar» (II Tim 3, 16). Se, pois, tudo se diz quanto nos Evangelhos de São José — ou com ele se relaciona— está ali por um desígnio do Espírito Santo, sem que nada do que é necessário para a nossa edificação falte ou esteja a mais, e porque nesses dados, mesmo nos que estejam implícitos, há um ensinamento para nós.
A devoção de Monsenhor Escrivá de Balaguer ao Santo Patriarca levou-o a traçar este lacônico e penetrante retrato: «Um homem corrente, um pai de família, um trabalhador que ganhava a vida com o esforço das suas mãos» Mas não se poderá dizer isto mesmo de tantos outros homens? E não é isto o mesmo que dizer que a santidade — uma vez que São José é um grande santo — é acessível nas circunstâncias mais correntes e habituais? Nesse caso, a contemplação do que o Evangelho nos diz acerca de São José, um homem tão ao nosso nível (humanamente falando) não poderá descobrir-nos o segredo da santidade no trabalho e nos deveres próprios de cada um?
É evidente que esta empresa parecerá sem dúvida pretensiosa. No entanto, umas palavras de São João de Ávila, escritas para justificar, pelo menos desculpar o objetivo desta obra: «Assim como tudo o que se diz em louvor da Virgem Santíssima, — escreveu — se converte numa homenagem a Nosso Senhor Jesus Cristo, seu Bendito Filho, segundo afirma São Jerônimo, também tudo o que se disser em louvor de São José, se converte num modo de honrar Nosso Senhor Jesus Cristo, que o dignificou com o nome de pai, e da Virgem Santíssima, de quem foi verdadeiro e castíssimo esposo. O Senhor quererá que o seu santo servo seja honrado e a Virgem que digamos bem do seu esposo. Ele e Ela no-lo agradecerão e recompensarão copiosamente. E, porque convém à honra de Deus e desejamos ganhar essa recompensa, começaremos esta santa história em honra deste glorioso santo, esposo da Virgem Maria.
Queira a Bendita Mãe de Deus ajudar-nos a descobrir a grandeza daquele que tanto a amou e a quem o Espírito Santo chamou «homem justo», e a imitar a sua fidelidade, tão necessária nestes tempos pouco propensos a valorizá-la.
F. S.

ÍNDICE
Preâmbulo
A figura de São José
Um homem silencioso
O Esposo de Maria
Como era justo
Enquanto refletia
E recebeu a sua Esposa
Encontraram Maria, José e o Menino
A quem porás o nome de Jesus
Simeão abençoou-os
Levanta-te e vai para o Egito
Permanece aí
Temeu ir para lá
Regressaram a Jerusalém à sua procura
E vendo-O, ficaram admirados
Teu Pai e Eu
Não entenderam a sua resposta
Era-lhes submisso
O filho do artesão
Servo fiel e prudente
Lista dos livros publicados na Coleção Éfeso

6 comentários:

Sidney disse...

O link está com defeito.

Alexandria Católica disse...

Boa Noite, Sidney?

Qual defeito vc encontrou, pq fiz uns testes aqui e está tudo funcionando normalmente.

Sidney disse...

Não consigo baixar. Aparece a mensagem que não é possível acessar o documento pede para verificar minha conexão.
Tento baixar outros e da certo.

Alexandria Católica disse...

Não sei o que pode estar havendo, pq aqui abre e baixa normalmente...
Te aconselho a tentar usar outro dispositivo para ver se consegue.

Leciuda Silva disse...

Olá!
Boa tarde!
Também não consegui baixar o livro!

Alexandria Católica disse...

Boa Tarde, Leciuda!

De fato, não sei o que pode estar havendo, pq aqui continua abrindo normalmente...

Também lhe aconselho a tentar usar outro dispositivo para ver se consegue, e tb verificar seu browser, pois algo está bloqueando o seu acesso,

Saudações!

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