Se algum arquivo lhe foi útil, considere ajudar-nos na manutenção de todo este processo com novas digitalizações e as despesas que elas geram. O trabalho é voluntário, mas alguns custos se fazem necessários para que as obras continuem sendo disponibilizadas.

Sua ajuda abrasará almas, certamente Nossa Senhora lhe recompensará!

16 de outubro de 2020

“Senhor, não me abandone, eu confio em Ti”

 
Cartas da prisão de Jacques Fesch, guilhotinado aos 27 anos
A.-M. Lemonnier
Edição de 1978 - 147 págs

Sua história é um exemplo maravilhoso de que é possível uma conversão sincera, um arrependimento verdadeiro e de que, mesmo tendo-se cometido pecados graves, uma pessoa pode vir a se santificar pela confiança em Deus, pelo reconhecimento da infinita misericórdia divina, pela humildade, pela oração, pela contrição perfeita de seus pecados e pelo oferecimento a Deus de todas as suas penas e sofrimentos como forma de expiá-los. Sua história é muito edificante.

Contra Capa

Existem autobiografias que sensibilizam milhares de leitores pelo sensacionalismo das aventuras vividas. Alguns desses livros conquistam rapidamente a celebridade e seguem além, transformando-se em filmes de retumbante sucesso.

CARTAS DE UM CONDENADO talvez não atinja semelhante êxito. O autor jamais pensou em escrever este livro. Ele resultou da compilação de sua correspondência com amigos e parentes, durante três anos de luta pela sobrevivência numa cela de Santé, célebre prisão de Paris. Nesse período, despertou-se-lhe a fé, há muito adormecida. Fé que cresceu com sua conversão, vivificou-se interiormente e, passo a passo, conduziu-o por ásperas veredas no ascendente caminho da ascese, até atingir os cumes da mística.

Nesse itinerário não faltou a aventura de quem busca libertar-se das malhas e falhas de uma educação defeituosa, de uma pesada herança hedonista e da própria deterioração moral, até sentir-se espiritualmente emancipado. Foi então que teve a maravilhosa experiência os eleitos, ao ouvir nitidamente a voz do Senhor a lhe dar a serenidade e o destemor com que encarou a morte, aos 27 anos!


Caros amigos

Apresento-lhes um documento extraordinário. Primeiramente por ser muito raro, já que contém as cartas de um condenado e, depois, porque a densidade destes textos atinge um grau dificilmente igualado.

Com A. M. Lemonnier agradeço à Sra. Fesch a permissão de publicarmos este testemunho impressionante.
Tomo a liberdade de dizer à Srta. Fesch, a pequena Verônica agora já moça, que não deve envergonhar-se do pai. Pelo contrário, leia suas cartas com orgulho. Este pai misterioso de quem não se lembra mais, dá-lhe o mais terrível, porém o mais belo dos testemunhos. O de um homem que teve a coragem de resistir à mais atroz das tentações: a do desespero. O de um homem que acreditou na força todo-poderosa do Deus-Amor, diante de quem nenhuma falta pode resistir e por quem a própria morte é vencida, por mais dura que seja.
Cara Senhora, cara Senhorita, seu marido, seu pai, está perto do Senhor - tenho certeza. Dá-lhes, se quiserem aceitar, o que nunca lhes poderia ter dado na terra: um amor novo, regenerado e transfigurado pelo próprio Amor do Crucificado.
E vocês, meus amigos, sei que lerão rapidamente estas páginas. Vão querer saber como Jacques morreu. Se lerem muito depressa, peço-lhes que voltem atrás e releiam calmamente algumas das cartas. Do contrário, perderão grandes riquezas. Jacques teve, muitas vezes, o dom de dizer em poucas palavras, em algumas frases muito densas, o fruto de um progresso interior, de uma extraordinária experiência espiritual. Se souberem parar, meditar, rezar, aprenderão melhor do que por sábios raciocínios que Jesus Cristo está presente nos corações sofredores; e, sejam quais forem nossas faltas, ele está pronto para nos dominar amorosamente, entregando-nos a alegria sem fim. Aprenderão que qualquer vida merece respeito, seja qual for sua aparência diante dos homens; e, se aberta ao Amor, pode se tornar força de Redenção para toda a humanidade.
Repito, estes textos são autênticos. Nestas cartas de Jacques Fesch não mudamos os nomes das pessoas nem dos lugares. O apresentador apenas tomou a liberdade de melhorar algumas construções de frases, de substituir algumas palavras cujo sentido não era bastante compreensíveis. E colocamos em destaque algumas passagens essenciais, a nosso ver.
Caros amigos, sinto-me feliz por lhes proporcionar a leitura dessas cartas; certamente lhes ajudarão a encontrar o único Salvador. Rezo por vocês. por nós.
Por Jesus, o crucificado, peço a Jacques, o guilhotinado:

ensine-nos a carregar nossos pecados,

ensine-nos a sofrer,
ensine-nos a morrer.
MICHEL QUOIST

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O SANTO DE AUSCHWITZ

Assim dizia São Maximiliano Kolbe:

"De muito boa vontade oferecemos leituras gratuitas a todos aqueles que não possam oferecer nada para esta obra, mesmo privando-se um pouco."

Qualquer quantia tem grande valor!

http://alexandriacatolica.blogspot.com.br/2015/12/qualquer-quantia-tem-grande-valor.html

Vocação➡Monja Redentorista

Vocação➡Monja Redentorista
Clique na imagem para obter maiores informações!

Aderindo ao clube através da imagem abaixo você também nos ajuda!

Aderindo ao clube através da imagem abaixo você também nos ajuda!
CLIQUE NA IMAGEM E FAÇA PARTE!